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Suspeito de racha que resultou na morte de universitária acumula antecedentes policiais

Ramon Mapelli dos Santos, de 24 anos, procurado por envolvimento em um suposto racha que causou a morte da estudante Sara Gimenes Torres, 22, na Rodovia Leste-Oeste, em Cariacica, Grande Vitória, possui diversas passagens pela polícia, segundo a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES).

O acidente ocorreu na madrugada de quarta-feira (22/4). De acordo com as investigações, o Toyota Etios branco conduzido por Ramon participava de disputa de velocidade com outros dois veículos quando colidiu e capotou. Sara, que estava no banco do passageiro, ficou presa às ferragens e morreu no local. Uma amiga da vítima, no banco traseiro, teve ferimentos leves e relatou não saber o que provocou o acidente; ela afirmou ter conhecido o motorista no mesmo dia e não soube dizer se ele havia ingerido bebida alcoólica.

Segundo a PCES, Ramon já havia sido detido em flagrante em 2024 por receptação de celular com restrição de furto ou roubo. Consta ainda que ele responde a denúncias por ameaça, crimes contra a honra — calúnia, difamação e injúria —, além de registrar infrações de trânsito e suspeita de envolvimento com agiotagem. Há ocorrências de ameaça registradas em 2020 e em data recente, uma delas com uso de arma de fogo. Os autos indicam cobrança abusiva de dívidas e intimidação de vítimas, inclusive por redes sociais, com promessas de violência. No momento do acidente, a Carteira Nacional de Habilitação dele estava suspensa e vencida desde dezembro de 2025.

Imagens de câmeras de monitoramento mostram dois carros pretos seguidos de um veículo branco em alta velocidade; instantes depois, o carro branco perde o controle e capota. Após o acidente, o motorista deixou o local sem prestar socorro. A Polícia Militar informou ter encontrado garrafas de bebida alcoólica vazias no interior do automóvel e constatado odor etílico na testemunha que permaneceu na cena. O veículo foi localizado tombado em uma valeta de drenagem no canteiro central da via, e um poste de iluminação pública caiu sobre ele.

A prisão preventiva de Ramon foi decretada na sexta-feira (24/4) pelo juiz Alexandre Pacheco Carreiro, que citou a necessidade de garantir a ordem pública, resguardar a instrução criminal e assegurar a aplicação da lei penal. A corporação segue em diligências para identificar os demais envolvidos na suposta disputa de velocidade.

A advogada Maria Eduarda Tacon, que defende Ramon, declarou trabalhar para comprovar a inocência dele em relação à acusação de homicídio doloso e afirmou que não há elemento material que sustente a ocorrência de racha. Segundo a defensora, embora houvesse indicação de que o investigado se apresentaria voluntariamente, o delegado responsável solicitou a prisão preventiva.

Sara era natural de Muniz Freire, no sul do Espírito Santo, cursava Farmácia e residia em Vila Velha, onde conciliava os estudos com trabalho em uma concessionária. O corpo foi levado para Muniz Freire; o velório ocorreu na quinta-feira (23/4) na capela mortuária do Centro, e o sepultamento foi realizado no distrito de Itaici.

Com informações de Metrópoles

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