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Moradores de Palmas relatam falta de melhorias um ano após criação de subprefeituras

Moradores de diferentes bairros de Palmas afirmam não perceber avanços na infraestrutura local um ano depois da criação de quatro subprefeituras, estrutura implantada pela Prefeitura com o objetivo de regionalizar serviços de limpeza e manutenção de áreas públicas.

No Setor Lago Norte, a principal avenida continua sem asfalto e sem calçadas. A área foi regularizada em 2024, mas, segundo o morador Emanuel Peres, o registro do bairro não resultou em intervenções públicas; ele declarou que não há iniciativas ou projetos e que a comunidade não obtém respostas sobre prazos ou datas de início das obras.

Moradores apontam a distância física dos órgãos municipais como obstáculo para reivindicar serviços. A administração municipal havia prometido endereços próprios para cada subprefeitura, mas, passados doze meses, apenas a unidade que atende a região dos Aurenys possui sede. As demais funcionam na Secretaria de Articulação Comunitária, localizada no edifício da Avenida JK, na área central da capital. A moradora Rose de Araújo, do Setor Lago Norte, relatou dificuldade de acesso aos responsáveis e disse que nem sempre consegue agendar atendimento.

As competências dos subprefeitos foram definidas no Diário Oficial de 2 de janeiro de 2025, com a função de intermediar demandas entre população e governo municipal. Entre os quatro nomeados, apenas o subprefeito Júnior Brasão, responsável pelas regiões dos Aurenys e Taquaralto, dispõe de sede própria. Conforme nota do Executivo, a implantação de estruturas físicas para as demais subprefeituras ocorrerá de forma gradual, condicionada a critérios técnicos, disponibilidade orçamentária e interesse público.

Waisneten Tutor, doutor em gestão pública, avaliou que o modelo de subprefeitura pode beneficiar os bairros quando permite participação democrática, mas torna-se prejudicial caso a população permaneça sem representação efetiva devido a barreiras, inclusive físicas.

Na região sul da cidade, que não conta com subprefeitura, também há reclamações. A aposentada Raimunda Cerqueira Galvão, moradora da Arso 32, mencionou acúmulo de mato e sensação de abandono nos espaços públicos.

Dados do Portal da Transparência indicam que, em março, a subprefeitura da região de Taquari recebeu R$ 11.138,76 em remuneração, valor que inclui auxílio-saúde, adicional por produtividade e indenização de transporte. Desde que assumiu o cargo há 13 meses, a remuneração total ultrapassa R$ 160 mil. Os subprefeitos João Alves, responsável por Taquaruçu e Buritirana, Erenal Barbosa, da região norte, e Júnior Brasão recebem mais de R$ 10 mil mensais, segundo o mesmo padrão de pagamentos.

Em nota, a Prefeitura informou que as subprefeituras passaram por reestruturação administrativa, com transferência da Secretaria Municipal de Zeladoria Urbana para a Secretaria de Articulação Comunitária e das Subprefeituras, medida que, de acordo com o município, pretende centralizar e qualificar a interlocução com as comunidades sem prejuízo ao funcionamento dos serviços.

Com informações de G1

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