O programa do jornalista Ricardo Noblat analisa os bastidores do PL e relata que Valdemar Costa Neto elogiou publicamente Michelle Bolsonaro, descrevendo-a como fenômeno de carisma e liderança após a crise que envolve o clã Bolsonaro.
Segundo a análise, o dirigente partidário tenta, com esse movimento, aliviar tensões internas e preservar a estabilidade eleitoral da sigla. Nos bastidores, Valdemar articularia uma forma de reintegrar Flávio Bolsonaro, atualmente isolado, à campanha, buscando que Michelle assinasse uma carta em que atribuísse suas recentes críticas ao enteado ao abalo emocional e ao estresse provocados pela prisão de Jair Bolsonaro.
A estratégia, descrita como a saída ideal para encenar uma pacificação e recuperar a principal força de votos do partido, não avança. A ex-primeira-dama resiste à ideia de demonstrar arrependimento público ou de colocar seu capital político a serviço de uma ala familiar que, conforme a análise, costuma isolá-la e desconsiderá-la por não ser “puro sangue”.
Ao manter a decisão de não recuar, Michelle inviabiliza o plano de união elaborado por Valdemar e evidencia que o pragmatismo e as feridas internas do clã prevalecem sobre os discursos oficiais.
Com informações de Metrópoles
