O atacante Erling Haaland, terceiro maior goleador da atual Copa do Mundo com cinco gols, afirmou que a Noruega terá poucas chances de avançar diante do Brasil nas oitavas de final, marcadas para 5 de julho. A declaração foi dada na terça-feira, 30 de junho, após a vitória norueguesa por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim.
O jogador de 25 anos relatou que a equipe encontrou adversários fortes na fase anterior e disse que a próxima etapa reunirá seleções de alto nível, tornando o avanço difícil. Acrescentou que o elenco se preparou bastante, mas reconheceu que as possibilidades de classificação são pequenas. Ele comentou ainda considerar “uma loucura” enfrentar o Brasil e descreveu a partida como mais um passo de uma jornada que o deixa empolgado.
A postura modesta do atleta é associada a um traço cultural comum na Noruega e em outros países escandinavos: a chamada Lei de Jante (Janteloven). Trata-se de um código informal que desencoraja sentimentos de superioridade, ostentação de riqueza e individualismo. O conceito foi apresentado em 1933 pelo escritor Aksel Sandemose no romance “Um Refugiado Cruza Suas Pegadas”, ambientado na fictícia cidade de Jante, onde vigorariam dez regras básicas, entre elas a proibição de se considerar especial, mais inteligente ou melhor que os demais.
Defensores apontam que a Lei de Jante sustenta o igualitarismo e contribui para uma das menores disparidades salariais do mundo, além de rejeitar demonstrações de riqueza e favorecer altos níveis de confiança social. Críticos, porém, argumentam que o código estimula conformismo, pessimismo e desestimula ambições individuais; o ator sueco Alexander Skarsgård relatou em 2018, no programa “The Late Show”, sentir-se culturalmente impedido de exibir o prêmio Emmy recebido pela série “Big Little Lies”.
Embora mantenha vida pessoal discreta, Haaland figura como o atleta com menos de 25 anos mais bem pago do planeta no ranking 2024 da Forbes. Entre jogadores de futebol, ocupa o quarto lugar em rendimentos, atrás apenas de Cristiano Ronaldo, Lionel Messi e Kylian Mbappé. Nos últimos 12 meses, o atacante somou cerca de US$ 80 milhões (aproximadamente R$ 440 milhões) em salários, bônus e contratos de patrocínio, como o firmado com a Nike, além de possuir coleção de artigos de luxo, que inclui bolsas, pijamas de seda, relógios e automóveis.
Com informações de Metrópoles
