Desde o início de maio, a Polícia Militar e proprietários de áreas particulares de Gurupi acompanham movimentações de grupos que tentam ocupar lotes urbanos de forma irregular. O caso mais recente ocorre às margens da rodovia TO-374 e da Avenida Dueré, na região oeste do município, onde o dono do imóvel e o Sindicato Rural de Gurupi acionam o policiamento preventivo após identificarem demarcações clandestinas.
As primeiras notificações chegaram há cerca de 20 dias, quando o Sindicato Rural solicitou a presença da Polícia Militar para impedir uma invasão nos fundos do Parque de Exposição Agropecuária. Pouco depois, nova denúncia apontou movimentação semelhante em um terreno comercial privado na mesma região, indicando monitoramento informal por grupos não identificados na periferia urbana.
Em 12 de maio, o empresário Wilton Fonseca, proprietário de uma área considerada de alto valor comercial na Avenida Dueré — local da antiga pista de Fusca Cross — relata ter encontrado pessoas fixando estacas e transportando madeira e ferragens para o terreno. Segundo o empresário, os ocupantes disseram seguir orientações de lideranças comunitárias do setor Medeiros.
Para resguardar a posse do imóvel, cujos lotes comerciais são avaliados em aproximadamente R$ 170 mil cada, o proprietário adota uma série de medidas. A Polícia Militar e a assessoria jurídica da empresa recebem notificações formais sobre risco de esbulho possessório; a antiga pista é desmanchada, a área passa por limpeza e recebe nova cerca de proteção; além disso, uma equipe de segurança privada é contratada para vigiar o local após ameaças de ocupação noturna por grupos estimados entre 30 e 40 pessoas.
O terreno possui projeto de desenvolvimento imobiliário e comercial que prevê galpões e a instalação de um supermercado de grande porte para atender a região oeste de Gurupi.
Tentativas reiteradas de ocupação de áreas privadas na zona urbana expõem a necessidade de atuação rápida e integrada do Poder Público, do Judiciário e das forças de segurança. Episódios desse tipo são apontados por proprietários como fator de instabilidade no ambiente de negócios, pois a fragilidade na garantia da propriedade privada pode retardar investimentos e desestimular a expansão comercial. O equilíbrio entre o déficit habitacional existente e a segurança jurídica, ressaltam os envolvidos, depende da aplicação rigorosa das leis de zoneamento e da manutenção da ordem pública.
Com informações de Atitude Tocantins
