A conferência Build 2026, realizada nesta semana em São Francisco, deve servir de palco para a Microsoft detalhar a próxima fase de sua estratégia em inteligência artificial, que inclui novos modelos proprietários, uma experiência otimizada do Windows 11 para desenvolvedores e a reformulação do Copilot em um aplicativo unificado.
Fontes citadas pelo The Verge indicam que a empresa pretende recuperar a confiança de criadores de software após contratempos recentes relacionados ao Windows e ao GitHub. Entre as mudanças previstas para o sistema operacional estão um ambiente livre de distrações, aplicativos pré-instalados voltados à programação e trechos do código reescritos para melhorar desempenho e usabilidade. A companhia também deve explicar como o Windows vem sendo adaptado a novos chips, como o RTX Spark, da Nvidia, com ênfase em executar modelos de IA de forma local no PC, dispensando a nuvem.
No palco principal, o diretor de Windows, Pavan Davuluri, promete novidades específicas para desenvolvedores, enquanto o CEO Satya Nadella deve comentar o RTX Spark ao lado do executivo-chefe da Nvidia, Jensen Huang. A Qualcomm participará para detalhar a continuidade do trabalho conjunto que expande o Windows em processadores Arm. Segundo o texto, computadores compactos equipados com RTX Spark da Microsoft e da HP não apareceram na lista de fabricantes mencionada durante a apresentação da Nvidia na Computex.
Mustafa Suleyman, responsável pela área de IA na Microsoft, deve revelar o MAI-Thinking-1, descrito como o primeiro modelo de raciocínio criado pela companhia. O recurso, que não passou por destilação, é voltado ao mercado corporativo. A lista de lançamentos esperados inclui ainda o MAI-Image-2.5, o MAI-Image-2.5-Flash, modelos locais para Windows, funcionalidades para chips Arm, o próprio RTX Spark e avanços na execução local de inteligência artificial. Suleyman já havia sinalizado o MAI-Image-2.5 na semana anterior ao evento.
A empresa planeja também mostrar o super app do Copilot, projeto que a revista Fortune noticiou primeiro como uma interface única para concentrar os diferentes assistentes de IA. Pessoas próximas ao trabalho afirmam que a captura de tela divulgada antes do Build corresponde apenas a um mockup destinado às demonstrações. A imagem expõe ainda o Microsoft Scout, agente de IA desenvolvido com base no projeto interno OpenClaw. O aplicativo unificado não será disponibilizado durante a conferência e deve entrar em prévia apenas no final do verão do hemisfério norte.
Problemas na plataforma GitHub, como saídas de funcionários, instabilidades e incidentes de segurança, também devem ser abordados. Parte da organização do Build está a cargo da própria equipe do serviço, e a expectativa é de que a Microsoft trate das questões levantadas por desenvolvedores de destaque.
Com informações de Olhar Digital
