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PF analisa mensagens que associam Lulinha a articulações empresariais no governo federal

Em 18 de agosto de 2026, a Polícia Federal examinou conversas extraídas do celular da empresária Roberta Luchsinger que indicariam a atuação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em articulações de interesses empresariais no governo federal.

Os diálogos, registrados entre 2023 e 2024, sugerem que Lulinha orientava reuniões e tratava de negócios envolvendo lobistas e integrantes do alto escalão da administração pública. Entre os interlocutores mencionados estão o então chefe de gabinete da Presidência da República e secretários de ministérios, incluindo o da Saúde.

Segundo o material analisado, em 2023 Lulinha teria solicitado a Roberta Luchsinger que convidasse um ex-ministro da Previdência para um encontro na Bahia. As mensagens também apontam que outros lobistas utilizavam o nome do filho do presidente para tentar firmar contratos em estatais, como a Telebras.

A investigação trabalha com a hipótese de que o pagamento de contas e presentes pela lobista visava manter acesso privilegiado ao núcleo de poder no Palácio do Planalto.

A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade, afirma que as conversas reveladas são fragmentos fora de contexto de um material sigiloso e sustenta que ele reside na Espanha, atua na iniciativa privada e não teve indícios de crime apontados pelas quebras de sigilo bancário. Já os representantes do empresário Cleber Ribas alegam que os pagamentos feitos a Roberta Luchsinger referem-se a serviços legítimos de consultoria e que a relação com Lulinha é estritamente pessoal.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o filho deve apresentar sua defesa e, caso haja comprovação de culpa, responder pelos próprios atos.

Com informações de Gazeta do Povo

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