O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou nesta sexta-feira (11/9) que a liberação completa dos elementos de prova recolhidos no âmbito do Caso Master comprometeria o sigilo e a eficiência das investigações, podendo provocar falhas em procedimentos ainda em curso.
Segundo o magistrado, a exposição total dos materiais violaria o dever do Estado de investigar e dificultaria o avanço de futuras fases operacionais a serem desencadeadas por solicitações da Polícia Federal (PF) ou do Ministério Público.
Mendonça também informou que o telefone celular de Daniel Vorcaro, do Banco Master, cujo acesso foi solicitado pelas partes, não está em seu gabinete. A PF, relatou o ministro, entregou somente uma cópia de segurança em envelope lacrado contendo os dados extraídos do aparelho.
Conforme explicou, esse acervo permanece inacessível, nunca foi manuseado pelo relator e serve apenas como contraprova caso haja perda ou extravio do material original, que segue sob custódia da corporação policial.
O ministro afastou alegações de tratamento desigual entre os integrantes da Corte e afirmou que dispõe exatamente do mesmo conjunto de informações disponibilizado aos demais ministros.
Ele acrescentou que todos os elementos encaminhados pela Polícia Federal na Petição 15556 e em procedimentos correlatos foram selecionados autonomamente pelas autoridades policiais e incluídos nas Informações de Polícia Judiciária juntadas aos autos tornados públicos.
O despacho registrou ainda que os advogados dos investigados têm acesso apenas aos dados de seus respectivos clientes, procedimento realizado após o espelhamento e a extração feitos pela PF, momento em que a mídia é devolvida ao detentor.
Mendonça confirmou que, diferentemente das investigações ainda em andamento, todo o acervo destinado à sessão de julgamento marcada para a próxima terça-feira (15/9) já está integralmente acessível para consulta de todos os magistrados.
Com informações de Metrópoles
