Neste sábado, 23 de maio de 2026, no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentrou sua agenda oficial em declarações sobre segurança pública, tema central da campanha presidencial deste ano. Em pronunciamento direcionado ao governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, Lula solicitou que o chefe do Executivo fluminense atue para prender os responsáveis pela degradação política e institucional do estado nas últimas décadas.
O presidente afirmou que a população não espera obras de infraestrutura neste momento, mas sim a prisão de todos os ex-governadores e deputados que, segundo ele, integrariam uma milícia organizada. Acrescentou que considera inaceitável o Rio de Janeiro ser administrado por milicianos.
A manifestação ocorre em meio à percepção de avanço da criminalidade entre os eleitores, ponto considerado sensível para a gestão petista. Para responder à postura mais rígida da direita em relação à violência urbana, Lula tem intensificado ações e discursos de enfrentamento ao crime organizado.
Sem mencionar nomes, o presidente relacionou o histórico recente da política fluminense à presença de quadrilhas infiltradas nas estruturas públicas. Recordou episódios em que ex-governadores foram presos, afastados ou investigados por corrupção, lavagem de dinheiro e vínculos com esquemas criminosos, inclusive aliados de governos anteriores.
Lula buscou associar o governo interino de Ricardo Couto a uma pauta de combate à corrupção e às facções criminosas. O desembargador assumiu o cargo após decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que afastaram aliados do ex-governador Cláudio Castro (PL). O presidente elogiou esses julgamentos, que impuseram restrições a integrantes da administração anterior, ligada ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário de Lula na disputa eleitoral.
Ao cobrar ações do atual governador, o chefe do Executivo federal procurou neutralizar críticas da oposição, segundo as quais sua gestão seria conivente com organizações criminosas de atuação nacional.
Com informações de Gazeta do Povo
