Nesta sexta-feira (28/8), a juíza Renata Martins de Carvalho, da 17ª Vara Cível do Foro Central Cível de São Paulo, concedeu tutela de urgência solicitada pelo candidato à Presidência Renan Santos (Missão) e ordenou que o historiador e escritor Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, remova do YouTube um vídeo em que teria associado o político ao uso de drogas.
De acordo com a decisão, Peninha e o Google têm cinco dias para retirar o conteúdo, sob pena de multa diária de R$ 1 mil, limitada a R$ 30 mil. A magistrada considerou que o material reúne expressões depreciativas com potencial de atingir a honra e a imagem do candidato, além de apresentar risco de dano por permanecer disponível em plataforma de grande alcance e já contar com expressivo número de visualizações.
A juíza dispensou audiência de conciliação e fixou prazo de 15 dias úteis para que os réus apresentem contestação. Por volta das 18h da mesma sexta-feira, o vídeo, intitulado “O candidato que virou pó”, já aparecia como indisponível no YouTube.
Questionado pelo Metrópoles, o escritor afirmou, em tom de ironia, que esperava a remoção do material e explicou ter gravado a publicação por indignação com o candidato e sua plataforma de governo. Ele declarou que as informações no vídeo foram relatadas por um ex-colega de Renan Santos e que não se opõe à exclusão do conteúdo, pois, na visão dele, o político diria, faria e ameaçaria fazer coisas que considera mais graves do que o uso de entorpecentes. O autor também mencionou que Renan teria proposto prender e matar bandidos, manifestaria apoio ao presidente de El Salvador e, entre todos os postulantes ao Planalto, seria, segundo sua opinião, o mais desprezível. Peninha acrescentou esperar que o candidato não consuma drogas, observou que a existência dele, de seu partido, do MBL e do partido Novo o faz sentir saudades da UDN e afirmou desejar o retorno de Carlos Lacerda.
Com informações de Metrópoles
