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Defesa de Stenio Garcia contesta validade de acordo apresentado por ex-mulher e fala em “pirataria patrimonial”

A disputa judicial que opõe o ator Stenio Garcia à ex-mulher, Clarice Piovesan, e às duas filhas do ex-casal permanece sem acordo. Depois de a coluna Fábia Oliveira noticiar que Garcia teria mentido à Justiça, o advogado do artista, Luiz Mantovani, enviou nota em que rebate a acusação e questiona a autenticidade de documentos apresentados pelas rés.

O defensor afirmou que as filhas de Garcia e Clarice estariam empenhadas em uma “empreitada de pirataria patrimonial”. Segundo Mantovani, Clarice sustenta que o ator não averbou um acordo relativo ao imóvel em discussão, mas o documento anexado ao processo teria sido juntado sem o código hash necessário para assegurar a cadeia de custódia, o que, na visão da defesa, impede a verificação de autenticidade.

Mantovani declarou que, por ora, não reconhece a legitimidade do material protocolado, embora não tenha alegado falsidade. Ele citou um áudio atribuído a um funcionário de uma imobiliária responsável pela administração do apartamento, identificado como Carlos, que teria dito ter recebido orientações de Clarice e da filha Cássia para não fornecer documentos ao escritório do ator, o que, de acordo com o advogado, violaria a boa-fé processual.

Sobre a divulgação do caso, o representante de Garcia contestou críticas feitas pela advogada de Clarice, Sylvia Drumond, que atribuiu o estado de saúde de sua cliente à repercussão pública do processo. Mantovani observou que a mesma profissional concede entrevistas sobre o tema e afirmou que a publicidade deveria ser incentivada.

O advogado também rejeitou a afirmação de que Garcia esconderia patrimônio sob o nome da atual esposa, Marilene Saade. Ele informou que o casal vive em união estável com separação total de bens há 28 anos e classificou a tentativa de vincular a residência do casal ao patrimônio do ator como parte da suposta “pirataria patrimonial”.

Na nota, Mantovani disse ainda que Clarice teria chantageado Garcia para obter 50% de usufruto do apartamento em litígio, ameaçando revelar fatos “indesejados” caso não fosse atendida. Segundo o defensor, cabia a Clarice registrar o acordo na matrícula do imóvel. Ele concluiu exigindo que eventuais bens em nome de Marilene sejam apontados de forma detalhada, sob pena de medidas legais contra as “ilações”.

Com informações de Metrópoles

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