A Colômbia anunciou a expulsão do embaixador da Bolívia, classificando a iniciativa como um ato de reciprocidade depois de o governo boliviano retirar a credencial da embaixadora colombiana Elizabeth García sob acusação de interferência.
Em nota, a chancelaria colombiana informou que a decisão busca preservar os princípios de soberania, de não interferência em assuntos internos e de respeito mútuo entre Estados, considerados fundamentos das relações diplomáticas internacionais.
Segundo o comunicado, a ação colombiana foi motivada pelas declarações do presidente Gustavo Petro, que tem manifestado apoio público aos protestos contra o chefe de Estado boliviano, Rodrigo Paz.
No fim de semana, Petro afirmou que a Bolívia passa por um levante popular e declarou que seu governo está disposto, caso seja convidado, a colaborar na busca de soluções pacíficas para a crise política boliviana.
Rodrigo Paz enfrenta manifestações iniciadas em meio à crise econômica, à alta do custo de vida e à escassez de combustíveis. Os protestos evoluíram para pedidos de renúncia do presidente e críticas à condução política do recém-empossado governo de centro-direita, que tomou posse após quase 20 anos de liderança da esquerda e, entre as primeiras medidas, buscou maior aproximação com os Estados Unidos.
Em 19 de maio, o secretário de Estado adjunto dos EUA, Christopher Landau, classificou os protestos na Bolívia como uma tentativa de golpe em curso e expressou preocupação durante palestra no Conselho das Américas, em Washington. Landau lembrou que Paz foi eleito por ampla maioria há menos de um ano e citou bloqueios de ruas por manifestantes considerados violentos.
Com informações de Metrópoles
