Reportagem assinada por Marcos Tosi, publicada em 18/07/2026 na Gazeta do Povo, descreve que diversas figuras públicas passaram a lamentar o respaldo concedido ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O texto informa que, até recentemente, essas personalidades defendiam a necessidade de acatar “a palavra derradeira” da Corte e rejeitavam alegações de censura, mas agora reconhecem ter entregue uma “carta branca” que teria permitido a Moraes ultrapassar o devido processo legal e restringir liberdades individuais.
Segundo a reportagem, um levantamento anterior, produzido por Omar Godoy para o mesmo veículo, listou nomes de arrependidos que, em algum momento, sustentaram ou silenciaram diante das medidas do ministro. Entre eles estão a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o senador Hamilton Mourão, o ex-ministro Ciro Gomes, o senador Oriovisto Guimarães, o senador Jorge Kajuru, o presidente da Câmara Arthur Lira, o governador gaúcho Eduardo Leite e o influenciador Felipe Neto. O conteúdo menciona que essas pessoas justificaram ou ignoraram ações como prisões preventivas prolongadas, censura a jornalistas, parlamentares e cidadãos, além de condenações genéricas a manifestantes do 8 de Janeiro.
O material também aborda comentários do programa “Ouça Essa”, que apontou ausência de um “mea-culpa” efetivo e analisou impactos institucionais de avalizar, na época, medidas tidas como necessárias para conter uma ameaça atribuída ao então presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores. De acordo com o texto, parte das críticas atuais à atuação de Moraes teria origem em preocupações eleitorais, e poucas dessas figuras estariam dispostas a confrontar diretamente o ministro ou outros integrantes do STF.
A reportagem cita ainda que o apoio ao magistrado se tornou “tóxico” após a divulgação de um contrato de R$ 129 milhões ligado à esposa de Moraes e de conversas consideradas suspeitas entre o ministro e o proprietário do Banco Master no dia em que este foi preso. O artigo conclui que a conta da “carta branca” concedida ao STF permanecerá por anos e questiona quantos dos “alexandristas” estariam dispostos a reparar os danos institucionais caso sejam eleitos em outubro.
Com informações de Gazeta do Povo
