O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta terça-feira, 3 de junho de 2026, que a Proposta de Emenda à Constituição que extingue a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas precisará passar por comissões antes de ser votada em plenário.
Em transcrição divulgada pela Agência Brasil, Alcolumbre declarou que os senadores cobram que todos os projetos tramitem, no mínimo, por uma comissão, e considerou razoável aprimorar o texto nesse percurso.
A manifestação ocorreu após o senador Styvenson Valetim (Podemos-RN) solicitar uma previsão de data para a votação. Alcolumbre sinalizou que a matéria avançará sem urgência, diferentemente do ritmo imposto na Câmara pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB).
O chefe do Senado disse ter “certeza absoluta” de que vários parlamentares compartilham a ideia de debater a proposta com calma para, segundo ele, melhorar um tema de grande relevância.
Alcolumbre reforçou que a Casa não atuará apenas como “carimbadora” do texto aprovado pelos deputados. Ele lembrou que a PEC é vista como popular e apontada pelo governo federal como aposta para elevar a aprovação em ano eleitoral.
Na avaliação do senador, não seria aceitável que a Câmara discutisse o assunto por cinco meses e o Senado fosse obrigado a aprovar sem discussão, reiterando a necessidade de debate.
A análise da proposta, aprovada pelos deputados em 28 de maio, pode ser influenciada pelo clima tenso entre os chefes dos Poderes Legislativo e Executivo após o Senado rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal.
O avanço do texto na Câmara ocorreu depois de um acordo entre o presidente Lula e Hugo Motta sobre o período de transição para acelerar a votação.
Alcolumbre afirmou ainda que sofre ataques diariamente e que parlamentares são constantemente pressionados a tomar partido, situação que, segundo ele, tornou-se insustentável no país.
Com informações de Gazeta do Povo
