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Charge sobre penduricalhos recebe críticas de associações de magistrados

Uma charge publicada pela Folha de S.Paulo no sábado (9) desencadeou manifestações de repúdio de entidades da magistratura, tribunais e do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). O desenho apresentava uma lápide com a inscrição “Vidinha mais ou menos, até perdê-la junto dos penduricalhos” e fazia referência a benefícios que elevam a remuneração de juízes acima do teto constitucional.

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) classificaram a publicação como desrespeitosa, afirmando que a liberdade de expressão não deveria banalizar a morte. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) divulgou nota assinada pelo presidente Luís Antonio Johonsom di Salvo, na qual declarou que magistrados continuarão enfrentando críticas consideradas ofensivas sem temor.

As entidades relacionaram o conteúdo da charge ao falecimento da juíza Mariana Francisco Ferreira, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, ocorrido na quarta-feira (6) em decorrência de complicações após procedimento médico ligado a fertilização in vitro. A coincidência temporal levou representantes do Judiciário a interpretar o desenho como alusão indireta à magistrada.

Em comunicado sem menção direta ao caso, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, declarou que liberdade de imprensa e direito à crítica exigem prudência, responsabilidade e consciência ética, sobretudo em períodos de luto.

No domingo (10), a autora da charge, Marília Marz, afirmou em resposta divulgada pela Folha que a morte da juíza não inspirou o trabalho e lamentou a associação feita nas redes sociais, relatando ter tomado conhecimento da coincidência apenas após receber ataques na internet.

Com informações de Gazeta do Povo

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