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Zema afirma que manterá posicionamento após denúncia da PGR por calúnia

O governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, declarou nas redes sociais que não pretende recuar diante da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). A manifestação ocorreu depois que, nesta sexta-feira (15), o órgão o acusou de calúnia contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e solicitou pagamento de indenização equivalente a 100 salários mínimos por danos morais.

A Procuradoria sustenta que o STJ é competente para analisar o caso por entender que os vídeos publicados por Zema guardam relação direta com o exercício do cargo. A denúncia tem origem em gravação da série “Os Intocáveis”, divulgada nas redes do governador, na qual Gilmar Mendes e Dias Toffoli aparecem representados como fantoches em diálogo sobre a CPI do Crime Organizado e um suposto escândalo envolvendo o Banco Master.

Ao comentar o processo, Zema classificou o STF como balcão de negócios e afirmou que o conteúdo do vídeo era satírico. Segundo ele, se os ministros se reconheceram nas caricaturas, isso indicaria que a representação lhes cabia. O governador afirmou que os alvos da sátira não aceitam críticas, rejeitam o humor e se consideram acima dos demais brasileiros, acrescentando que seguirá com a mesma postura.

Gilmar Mendes também pediu ao ministro Alexandre de Moraes que incluísse Zema no inquérito das fake news após a divulgação do vídeo. O episódio intensificou a estratégia política do governador, que tem adotado discurso crítico à Corte em sua pré-campanha.

Conforme investigação citada pelo portal Metrópoles, a PGR avaliou que Zema utilizou humor para atribuir prática criminosa a Gilmar Mendes, configurando calúnia com agravante por envolver agente público.

No final de abril, a própria PGR arquivou pedido de apuração contra Gilmar Mendes por suposta homofobia em declarações dirigidas a Zema. Durante entrevista em 23 de abril, o ministro questionou se representar o governador como homossexual não seria ofensivo, mas se desculpou horas depois nas redes sociais ao reconhecer o comentário como inadequado. O procurador-regional da República Ubiratan Cazetta afastou indícios de homofobia, destacando a retratação espontânea do magistrado.

Com informações de Gazeta do Povo

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