O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta segunda-feira (18) que o Brasil precisa iniciar a exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial, antes que o governo dos Estados Unidos, comandado por Donald Trump, tente reivindicar a área. A fala ocorreu durante visita à Refinaria de Paulínia (Replan), no interior de São Paulo.
Segundo Lula, existe a possibilidade de Trump considerar a região como pertencente aos Estados Unidos, assim como, de acordo com o presidente brasileiro, já teria ocorrido em relação ao Canadá, à Groenlândia e ao Golfo do México. Ele defendeu que o país “ocupe e explore” o território de forma responsável para garantir recursos que assegurem o futuro nacional.
O chefe do Executivo afirmou que a exploração é fundamental para a soberania do Brasil e ressaltou que nenhum outro país teria mais cuidado com a Amazônia do que o próprio Brasil. Em 2025, a Petrobras obteve licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para realizar pesquisa exploratória na Margem Equatorial, área apontada como o “novo pré-sal” pelo seu potencial petrolífero.
Durante o mesmo evento, Lula criticou a privatização da BR Distribuidora, concluída em 2019, e da Liquigás, efetuada em 2020, ambas no governo Jair Bolsonaro. Para ele, houve tentativa de desmantelar a Petrobras por meio da venda gradual de ativos.
O presidente também afirmou esperar apoio dos Estados Unidos na exploração de terras raras no Brasil e disse que Donald Trump deveria encerrar disputas comerciais com a China para formar parceria com o país sul-americano nesse setor. Desde setembro, Lula e Trump se encontraram três vezes e conversaram por telefone em quatro ocasiões; o governo norte-americano reduziu tarifas e suspendeu sanções ao Brasil nesse período.
Integrantes da base governista utilizam o discurso de valorização dos recursos naturais como elemento de campanha, acusando opositores de pretender entregar o patrimônio nacional ao capital estrangeiro. Lula declarou que não há preferência por parceiros específicos, mas que a defesa da soberania é inegociável para o seu governo.
Com informações de Gazeta do Povo
