Desenvolvido pela startup italiana Generative Bionics, o humanoide Gene.01 foi apresentado em 2026 com uma cobertura sensível que detecta proximidade, temperatura, toque e força, possibilitando ao equipamento perceber a presença de pessoas antes de qualquer colisão no ambiente de trabalho.
A tecnologia distribui sensores por tronco e membros, permitindo que o robô antecipe movimentos e ajuste sua atuação preventivamente, reduzindo riscos na interação com operários. A solução também funciona como ferramenta de ensino: um trabalhador pode guiar o braço da máquina para demonstrar trajetos e níveis de pressão adequados às tarefas, dispensando instruções apenas visuais.
O projeto deriva de estudos do Instituto Italiano de Tecnologia publicados na revista Nature Machine Intelligence e aplica o conceito de Physical AI, integrando estrutura física, mecânica e controle inteligente em um único sistema.
A Generative Bionics concebeu o Gene.01 como plataforma personalizável. A adaptação ocorre em três frentes: configuração da inteligência artificial conforme a atividade, modificação do design externo para cada ambiente e troca de end effectors, como mãos, garras ou pés.
Para estabelecer uma cadeia europeia de produção, a empresa firmou parceria com a alemã Synapticon para criar atuadores fabricados no continente, que incluem montagem final, calibração e testes de segurança locais.
Segundo o CEO Daniele Pucci, a proposta é oferecer uma alternativa a robôs humanoides padronizados, permitindo que cada cliente receba um equipamento capaz de sentir, perceber e aprender com o ambiente físico, ajustando-se às demandas industriais específicas.
O projeto obteve aporte de US$ 81 milhões em rodada inicial liderada pela CDP Venture Capital, com participação de AMD Ventures, Duferco, Eni Next, RoboIT e Tether. A primeira aplicação prevista envolve parceria com a fabricante de navios Fincantieri para criar um humanoide especializado em soldagem para estaleiros.
Com informações de Olhar Digital
