O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) afirmou, na quinta-feira, 10 de setembro, que a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, de tornar públicos os autos da investigação envolvendo o Banco Master deixará muitos concorrentes ao Planalto sem dormir. Ele declarou, em publicações na rede social X, que dormirá tranquilo e acrescentou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisarão esclarecer o conteúdo que, segundo ele, aparecerá nos próximos debates.
A retirada do sigilo foi executada pelo relator do processo, ministro André Mendonça, que atendeu ao pedido de Fachin e determinou a entrega de um HD com toda a documentação à Presidência da Corte e aos demais ministros. O despacho de Mendonça alcança o PET 15.556, os Inquéritos 5.026 e 5.035, a Reclamação 88.121 e as Petições 15.198, 15.478, 15.504, 15.562, 15.563, 15.693, 15.976, 15.977, 15.978, 16.019 e 16.662.
Fachin justificou a medida pela inclusão, na pauta do plenário de 15 de setembro, da análise do relatório da Polícia Federal que aponta suposta troca de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
A crise no STF teve início em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça retirou o sigilo de parte da apuração que citava Moraes. Em 3 de setembro, Moraes pediu a Fachin a investigação de Mendonça por suspeitas de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. No dia 4, Fachin negou o pedido e encaminhou o caso à Presidência do Tribunal, concedendo cinco dias para manifestações de Mendonça e da Procuradoria-Geral da República.
Em 8 de setembro, Mendonça afastou preventivamente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada, alegando dúvidas sobre relatórios da corporação. A decisão provocou reação da Advocacia-Geral da União, e 11 dirigentes da PF colocaram os cargos à disposição em solidariedade aos delegados.
No dia seguinte, 9 de setembro, o ministro Flávio Dino determinou o retorno de Rodrigues e Almada aos postos e apontou atropelos processuais na medida anterior. Horas depois, Fachin suspendeu tanto a decisão de Mendonça quanto a de Dino, mantendo os dois delegados nos cargos até nova análise e convocando sessão extraordinária do plenário para 15 de setembro.
Em 10 de setembro, Fachin solicitou a Mendonça o levantamento integral do sigilo do inquérito do Banco Master. No mesmo dia, o relator atendeu ao pedido, retirou a confidencialidade dos autos e formalizou o envio das informações aos integrantes do STF.
Renan Santos avaliou, em suas publicações, que a divulgação dos documentos afetará adversários na disputa presidencial, reiterando que, ao contrário deles, pretende dormir sem preocupação.
Com informações de Metrópoles
