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PGR deve rejeitar nova proposta de delação apresentada por Daniel Vorcaro

A Procuradoria-Geral da República (PGR) deverá recusar a segunda proposta de colaboração premiada feita por Daniel Vorcaro, identificado no processo como suposto banqueiro e acusado de ser o maior fraudador do sistema financeiro brasileiro. De acordo com procuradores e investigadores da Polícia Federal (PF), o investigado não apresentou elementos considerados relevantes além do que já consta no inquérito.

Nesta segunda tentativa de delação, Vorcaro mencionou o contrato de R$ 129 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O investigado relatou que o acordo teria sido uma forma de se aproximar do magistrado, mas afirmou que não houve qualquer ato de ofício por parte do ministro que pudesse resultar em processo de impeachment. Segundo o texto original, o escritório de Viviane Barci de Moraes está entre os dez maiores destinatários dos valores pagos por Vorcaro, supostamente por serviços que exigiriam apenas pesquisa na internet.

Vorcaro também declarou ter transferido US$ 30 milhões ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por meio de conta secreta no exterior, além de citar um esquema envolvendo o Partido dos Trabalhadores da Bahia. Mesmo com essas informações, a PGR manteve a decisão de não homologar a delação.

Com a negativa, o investigado deverá ser levado a uma penitenciária. O texto original compara a cela que ocupa na Superintendência da PF a uma suíte do hotel Ritz, em Paris, diante das condições previstas no novo local de detenção. A expectativa, porém, é de que Vorcaro não permaneça preso por longo período, pois seus defensores acreditam que ministros do STF possam autorizar o uso de tornozeleira eletrônica.

Outra proposta de delação aguarda análise da PF e da PGR. Trata-se de oferta feita há um mês pela defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), a quem Vorcaro tentou vender o Banco Master. Costa pode acrescentar informações ainda não presentes nos oito celulares apreendidos com Vorcaro e em outros materiais coletados pelos investigadores. Entre os possíveis relatos está a forma como o proprietário do Banco Master teria se valido de sua proximidade com Alexandre de Moraes para pressionar o BRB a aprovar a aquisição pretendida.

O texto original observa que resta saber até onde a investigação da PF avançará antes de eventual encerramento do caso.

Com informações de Metrópoles

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