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Peritos federais querem julgamento do plenário do STF sobre afastamento de diretor da PF

A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) solicitou nesta terça-feira (8) que o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, seja apreciado pelo plenário do Supremo Tribunal Federal. A medida, determinada pelo ministro André Mendonça, já conta com maioria de três votos a zero na Segunda Turma, formada por cinco ministros, mas o julgamento virtual foi suspenso após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

Em nota, a APCF classificou a suspensão do chefe da corporação como de “excepcional gravidade” e afirmou que o exame pelo colegiado completo, atualmente composto por dez ministros, é fundamental para legitimar decisões com impacto direto sobre a segurança pública e o equilíbrio entre os Poderes. A entidade declarou ainda que seguirá acompanhando as investigações criminais e os processos disciplinares abertos pela Corregedoria da PF contra os envolvidos, reiterando confiança no devido processo legal e na ampla defesa.

O afastamento de Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, foi ordenado após a divulgação de relatório da PF que registrou troca de mensagens entre o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Segundo o documento, Vorcaro teria pedido orientação sobre a possibilidade de deixar o país antes da operação que resultou em sua prisão, em novembro do ano passado.

A decisão de Mendonça também determinou à Corregedoria a instauração de procedimentos administrativo-disciplinares contra Rodrigues e Almada e o envio de eventuais pedidos de novas medidas ao ministro. No despacho, Mendonça afirmou que a “superlativa gravidade” e a “ilicitude” na elaboração dos relatórios tornaram necessárias providências imediatas e questionou a autenticidade de um dos documentos, descrito como apócrifo, sem timbre ou marca que lhe conferisse legitimidade.

Paralelamente, a Advocacia-Geral da União prepara contestação ao Supremo, argumentando que o ministro teria interferido em atribuição exclusiva do presidente da República. O episódio originou uma crise interna envolvendo Moraes e levou o presidente do STF, Edson Fachin, a atuar como intermediador.

Com informações de Gazeta do Povo

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