A NASA confirmou na quarta-feira (3) o término das operações da sonda MAVEN, enviada há quase 12 anos para investigar a atmosfera de Marte. Depois de meses de tentativas de restabelecer comunicação, a agência concluiu que o equipamento não poderá ser recuperado.
O contato foi perdido em 6 de dezembro de 2025, logo após a espaçonave realizar uma manobra considerada rotineira ao passar atrás do planeta. Segundo análises preliminares, a sonda começou a girar acima da velocidade prevista. Os sistemas automáticos teriam consumido a energia disponível durante tentativas de estabilização, impedindo a retomada das comunicações.
Mesmo sem funcionamento, a MAVEN permanece em uma órbita próxima à utilizada durante a missão. A fina atmosfera marciana reduzirá gradualmente sua velocidade e altitude; nas próximas décadas, a nave atravessará camadas mais densas e será destruída, juntando-se ao chamado “cemitério de espaçonaves” do planeta.
Marte já abriga artefatos desativados como os rovers Spirit e Opportunity, o módulo InSight, o helicóptero Ingenuity e o veículo chinês Zhurong. Práticas de descarte controlado fazem parte do planejamento de missões espaciais para minimizar riscos de contaminação.
Além de Marte, a Lua reúne mais de 70 objetos de missões anteriores, formando o maior cemitério de espaçonaves do Sistema Solar. Vênus também acumula restos de sondas, porém as condições extremas do planeta tendem a destruir rapidamente qualquer equipamento que chegue à superfície.
Embora a MAVEN chegue ao fim fisicamente quando se desintegrar, os dados coletados durante mais de uma década continuarão a apoiar estudos sobre a evolução atmosférica do Planeta Vermelho.
Com informações de Olhar Digital
