O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que a principal meta institucional para o pleito de 2026 é impedir a atuação de facções criminosas e milícias no processo eleitoral. Em entrevista ao podcast EsferaCast, divulgada na quarta-feira (10), ele declarou que o Estado brasileiro não deve tolerar a formação de “estados paralelos” comandados por organizações criminosas.
Gonet informou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) monitoram situações de abuso de poder político e econômico praticadas por esses grupos, citando casos em que facções impedem candidatos de realizar campanha em áreas públicas sob domínio criminoso.
Questionado sobre a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, o procurador avaliou que a medida expõe o país a avaliações negativas no exterior, mas também impulsiona a união dos Poderes no enfrentamento às facções. Ele defendeu o fim do “ciúme institucional” e a manutenção de diálogo permanente entre os órgãos responsáveis pela segurança e pela Justiça.
O chefe do Ministério Público Federal ainda apontou a disseminação de conteúdos gerados por inteligência artificial como outro desafio para a integridade das campanhas. Segundo ele, a distinção entre materiais verdadeiros e falsificados em tempo real apresenta dificuldade técnica, exigindo análise caso a caso a partir de parâmetros gerais. Gonet garantiu que a PGR adotará medidas imediatas quando surgirem indícios de deepfakes.
Com informações de Gazeta do Povo
