O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (29), em Fortaleza (CE), que manterá Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil enquanto estiver no cargo e declarou que quem discordar dessa condição “pode mudar de país”.
A fala mantém em evidência o boato de que Flávio Bolsonaro pretendia retirar o título da santa, rumor que o adversário já negou repetidamente. A cinco dias do primeiro turno, a campanha governista continua a explorar o tema.
Uma associação de pastores ligada a Silas Malafaia acusou o candidato petista de incentivar a hostilidade entre católicos e evangélicos. O assunto também ampliou a tensão entre ministros do Supremo Tribunal Federal.
No domingo anterior, durante entrevista à Bandeirantes, Lula foi advertido por uma jornalista ao mencionar novamente o boato. O episódio levou a equipe de Flávio Bolsonaro a adotar medidas judiciais.
No dia seguinte, em Belém (PA), Lula declarou que homens seriam covardes por evitarem o exame de toque retal para detecção de câncer de próstata, comentando que mulheres estariam habituadas a procedimentos semelhantes desde a infância. O Partido Liberal divulgou nota classificando a declaração como inadmissível, enquanto o Partido dos Trabalhadores afirmou que o presidente se referia a exames ginecológicos. As diretrizes do Ministério da Saúde indicam que o exame de toque ginecológico é recomendado apenas para mulheres adultas com vida sexual ativa.
Após a manifestação em Belém, o senador Carlos Viana (PSD-MG) protocolou uma notícia de fato na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, em Brasília.
Com informações de Gazeta do Povo
