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Lula adia comentário sobre tarifa dos EUA até manifestação de Trump e cobra respeito

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira, 17 de julho de 2026, que só se pronunciará sobre o novo aumento tarifário decretado pelos Estados Unidos depois que o presidente norte-americano Donald Trump tratar publicamente do tema. Durante visita à Carreta da Saúde da Mulher, no Rio de Janeiro, Lula disse que, segundo ele, ninguém vence o Brasil com mentiras, acrescentando que o país não admite desaforos e exige o mesmo grau de respeito que oferece a outras nações.

Em publicações nas redes sociais, o chefe do Executivo brasileiro já havia considerado que não há justificativa para a medida norte-americana e reiterou que o governo defenderá o Pix, a soberania nacional e os produtores do país. O Palácio do Planalto destacou, em nota, que os Estados Unidos acumularam superávit de US$ 424,5 bilhões no comércio de bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos e avaliou que não há fundamento para ações unilaterais.

O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) oficializou a aplicação de tarifa de 25% sobre todas as importações brasileiras a partir de 22 de julho de 2026, após investigação da Seção 301 que apontou práticas consideradas desleais e políticas prejudiciais ao comércio digital, a pagamentos eletrônicos e ao meio ambiente.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, acusou Lula de colocar interesses pessoais acima de um possível acordo. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, respondeu classificando o comportamento de Rubio como grosseiro e arrogante. O governo brasileiro informou que estuda acionar a Lei da Reciprocidade, mas mantém abertura para negociação.

Com informações de Gazeta do Povo

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