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Ibama autoriza instalação do linhão Graça Aranha–Silvânia, orçado em R$ 18 bilhões

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) emitiu, na última terça-feira (2), a licença de instalação para a linha de transmissão Graça Aranha–Silvânia. O empreendimento, estimado em R$ 18 bilhões, terá 1.600 quilômetros de extensão pelos estados do Maranhão, Tocantins, Minas Gerais e Goiás.

Em Gurupi (TO), a autorização representa o passo técnico necessário para destravar a implantação de parques de energia solar situados no entorno da subestação de Furnas. Esses projetos aguardavam a confirmação de capacidade de escoamento para receber a homologação final da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A viabilidade do novo linhão muda o perfil dos investimentos energéticos no Sul do Tocantins. O foco, antes concentrado em usinas hidrelétricas, passou a privilegiar fontes fotovoltaicas e eólicas. Grandes grupos econômicos mantêm interesse em três parques solares na área de influência da subestação de Furnas; um deles solicitou recentemente à Prefeitura de Gurupi a renovação da licença ambiental para um empreendimento avaliado em cerca de R$ 1 bilhão. Em 2015, executivos da Lica Energias Renováveis já haviam proposto 17 usinas no estado, sendo cinco em Gurupi, totalizando 180 MWp de potência.

Projetada para operar com 800 quilovolts (kV), a linha permitirá o escoamento da energia gerada por fontes renováveis das regiões Norte e Nordeste para o Sistema Interligado Nacional (SIN). A obra será conduzida pela companhia chinesa State Grid.

Segundo Claudia Barros, diretora de Licenciamento Ambiental do Ibama, a licença foi concedida após análises de estudos ambientais, vistorias de campo e avaliação do projeto executivo. O documento tem validade de seis anos; durante esse período, a empresa deverá apresentar relatórios periódicos sobre o cumprimento das condicionantes para solicitar a futura licença de operação.

Entre as exigências ambientais constam programas de monitoramento e resgate de fauna, proteção da avifauna e preservação do patrimônio arqueológico. No campo social, o projeto prevê a contratação prioritária de mão de obra local, além de ações de educação ambiental e comunicação social com as comunidades afetadas.

Com a liberação da infraestrutura de transmissão, o governo federal elimina um entrave técnico que limitava investimentos privados em energia renovável no Sul do Tocantins. Para Gurupi, a expectativa imediata envolve aumento de arrecadação e geração de empregos nas fases de construção civil e montagem técnica, enquanto, a longo prazo, o polo solar tende a reforçar a segurança energética da região.

Com informações de Atitude Tocantins

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