O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), declarou que o Banco Central (BC) foi corrompido durante a presidência de Roberto Campos Neto, nomeado no governo Jair Bolsonaro (PL). Em entrevista ao Metrópoles, Haddad relacionou o episódio envolvendo o Banco Master à gestão de Campos Neto, classificando o caso como a maior fraude bancária da história do Brasil e possivelmente do mundo.
Segundo Haddad, a Polícia Federal comprovou a corrupção de diretores do BC no período, embora ele tenha afirmado não possuir provas de envolvimento direto de Campos Neto. O ex-ministro disse ter recebido, em reuniões oficiais no Ministério da Fazenda, relatos de que diversos alertas foram enviados ao então presidente do banco regulador.
Haddad mencionou que provas levantadas pela Receita Federal e pela Polícia Federal indicam depósitos em contas e aquisição de bens que envolveriam integrantes da diretoria do BC à época. Ele afirmou que o dono do Banco Master, citado por ele como “esse fulano”, não teria capacidade para administrar o volume de recursos que movimentou.
Questionado sobre a autorização do Banco Master para atuar em fundos de previdência municipais durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Haddad negou benefício e argumentou que Bolsonaro alterou a legislação para garantir autonomia ao BC e manter influência sobre o órgão por mais dois anos além do seu mandato. O ex-ministro acrescentou que, de acordo com ele, o governo federal somente terá maioria na diretoria do BC quando Gabriel Galípolo assumir a presidência em 1º de janeiro de 2025.
Haddad também afirmou não haver indícios de favorecimento ao Banco Master nas gestões anteriores ou posteriores à de Campos Neto. Ele citou o período de Ilan Goldfajn, presidente do BC no governo Michel Temer, e o momento subsequente à indicação do atual governo Lula, declarando que a expansão do banco ficou restrita à administração de Campos Neto.
O ex-ministro concluiu que a polícia deve apurar quem apoiou o crescimento do Banco Master, acrescentando que há ex-ministros do governo Bolsonaro vinculados ao banco, a sites de apostas, à chamada Máfia dos Combustíveis e a desvios de emendas parlamentares.
Com informações de Metrópoles
