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Ford cria divisão de armazenamento de energia e ações avançam 21% em dois dias

A Ford informou na semana passada a criação de uma unidade dedicada a baterias de grande porte para hyperscalers de inteligência artificial e data centers, movimento que impulsionou os papéis da montadora em 21% em apenas dois dias em Wall Street. Fundada há 122 anos, a companhia passou a ser vista por investidores como candidata a capturar parte do crescimento e da rentabilidade do ecossistema de IA.

Na segunda-feira posterior ao anúncio, a empresa fechou o primeiro contrato da nova área: um acordo de cinco anos com a EDF para fornecer até 20 GWh de energia.

Estimativas da Bloomberg NEF, citadas no material original, apontam que a demanda norte-americana por sistemas de armazenamento de energia deve dobrar até 2030. Além da Ford, grupos industriais como Caterpillar, Johnson Controls e Corning também vêm identificando novas frentes de expansão relacionadas à IA.

O interesse de investidores ganhou força após relatório de 13 de maio assinado por Andrew Percoco, analista do Morgan Stanley, que atribuiu valor de US$ 10 bilhões ao novo negócio da montadora e mencionou a possibilidade de contratos com grandes clientes comerciais e hyperscalers. No dia seguinte, durante assembleia anual de acionistas, o presidente-executivo Jim Farley afirmou que a empresa observa “tremendo” interesse de clientes, segundo a transcrição original em discurso indireto.

A entrada nesse segmento ocorreu depois de resultados abaixo do esperado no mercado de veículos elétricos nos Estados Unidos. A Ford já mantinha parceria com a chinesa Contemporary Amperex Technology (CATL) para fornecimento de baterias a veículos elétricos, tecnologia que seguirá em uso em uma picape elétrica de US$ 30 mil prevista para o próximo ano e que agora também será aplicada em sistemas de armazenamento de energia.

Embora o desempenho das ações tenha perdido parte do impulso inicial, o BNP Paribas calcula que o investimento de US$ 2 bilhões da Ford na nova operação pode gerar retorno de 22% até o fim da década, percentual considerado incomum para uma montadora sediada em Detroit.

Com informações de Olhar Digital

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