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Flávio Bolsonaro afirma que, se eleito, indicará ao STF ministros contrários ao aborto e às drogas

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) declarou neste domingo, 30 de agosto de 2026, que pretende nomear para o Supremo Tribunal Federal magistrados que se posicionem contra o aborto e a liberação de drogas, caso vença as eleições. A informação foi dada em entrevista ao programa Domingo Espetacular, da Record.

Segundo o senador, as indicações recairão sobre homens e mulheres que, além de rejeitarem o aborto e as drogas, estejam comprometidos com a segurança jurídica e não utilizem o cargo para praticar injustiças. Ele reiterou que busca perfis capazes de restaurar a credibilidade da Corte.

No campo da segurança pública, Flávio afirmou que uma das primeiras iniciativas de um eventual governo será enquadrar o PCC, o Comando Vermelho e as milícias como organizações terroristas, tratando o crime organizado como ameaça à segurança nacional.

Questionado sobre a tramitação no Congresso da proposta que põe fim à escala 6×1, o candidato evitou antecipar seu voto no Senado. Defendeu, porém, que trabalhadores e empregadores tenham liberdade para definir jornadas, com remuneração proporcional às horas efetivamente trabalhadas.

Ao abordar o financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro, o senador negou irregularidades e disse que não houve uso de recursos públicos. Informou que a produtora responsável apresentou prestação de contas e que uma perícia concluiu pela ausência de verbas estatais ou ilícitas. Acrescentou que o patrocínio começou em 2025, quando o ex-presidente já havia deixado o cargo, e afirmou não ter recorrido à Lei Rouanet.

Reportagem do Intercept Brasil divulgou conversas entre o parlamentar e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, nas quais Flávio solicitou recursos para a produção. O site apontou que Vorcaro repassou R$ 61 milhões ao projeto entre fevereiro e maio de 2025.

Sobre o eventual papel de Jair Bolsonaro em seu governo, o candidato afirmou que deseja manter o pai por perto na condição de conselheiro, caso este aceite. Ressaltou que a decisão caberá ao ex-presidente, atualmente em prisão domiciliar após condenação pelo STF por tentativa de golpe de Estado. Na avaliação de Flávio, a condenação teria sido aplicada por opositores do ex-chefe do Executivo.

O senador também defendeu anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Caso o Congresso não aprove uma medida, disse que pretende conceder indultos dentro das prerrogativas presidenciais.

Com informações de Gazeta do Povo

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