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Desalinho cultural entre empresas e comunidades gamer compromete campanhas de marketing

A indústria de jogos eletrônicos movimenta valores superiores à soma das receitas do cinema e da música, mas empresas continuam perdendo cifras significativas em iniciativas de marketing consideradas mal estruturadas. Segundo análise publicada no Olhar Digital, orçamentos têm sido aprovados de forma precipitada com a expectativa de capturar uma receita considerada “invisível”, resultando em um histórico de projetos milionários que fracassam pela falta de compreensão do público gamer.

De acordo com o texto, executivos que chegam ao setor costumam enxergar os games apenas como um espaço de mídia disponível para exposição de marcas. Para a comunidade, porém, trata-se de um ambiente de pertencimento, o que cria um descompasso entre a lógica corporativa e a dinâmica dos jogadores. Esse abismo, afirma o artigo, faz com que recursos financeiros e reputação de marcas se dissipem rapidamente, pois a comunidade identifica oportunismo e reage negativamente a ações sem estratégia específica.

O autor, que atua há mais de dez anos no segmento e atualmente lidera iniciativas de gaming na Claro, avalia que o maior obstáculo é cultural, não financeiro. Ele reconhece a importância de profissionais de outras áreas, mas ressalta que essas lideranças precisam entender o ecossistema antes de aplicar metodologias tradicionais baseadas em métricas como LTV, churn e margem. Na visão apresentada, tais indicadores só são eficazes quando acompanhados de respeito absoluto ao consumidor que “segura o controle”.

Ao assumir uma coluna no portal, o especialista pretende funcionar como ponte entre corporações e comunidade gamer. O espaço, segundo descreve, não terá análises de jogos recém-lançados, mas abordará o “business of gaming”, a economia da atenção e os impactos de tendências semanais sobre os negócios. Ele convida leitores a enviar sugestões de pauta, desafios corporativos ou estratégias do setor por meio do próprio portal ou de seu perfil no LinkedIn.

Com informações de Olhar Digital

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