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PGR solicita arquivamento parcial de inquérito sobre senador flagrado com dinheiro na cueca

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento de parte do inquérito que investiga o senador Chico Rodrigues (PSB-RR), apreendido com R$ 17,9 mil escondidos na cueca durante operação da Polícia Federal em 2020.

O parecer, assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet e protocolado em 28 de dezembro, foi enviado ao relator do caso, ministro Flávio Dino. Segundo o documento, não foi possível comprovar a origem ilícita do dinheiro encontrado nas vestes íntimas do parlamentar, nem dos valores apreendidos em sua residência – R$ 10 mil, US$ 6 mil, uma pepita de ouro, armas de fogo e munições.

Indiciamento e suspeitas

A Polícia Federal indiciou Rodrigues em 2021 por peculato, advocacia administrativa, embaraço às investigações e lavagem de dinheiro. O inquérito apura um possível desvio de verbas destinadas ao enfrentamento da Covid-19 em Roraima. Para a PGR, porém, não há provas suficientes do crime de lavagem relacionado às quantias em espécie.

À época da operação, o senador afirmou ter colocado o dinheiro na cueca por “pânico”, temendo tratar-se de ação de uma quadrilha.

Outros pontos arquivados

O Ministério Público também solicitou o encerramento de duas frentes da investigação: o suposto uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira para transportar equipamentos de proteção individual da empresa Quantum e a possível utilização de assessoras parlamentares em demandas particulares do senador. De acordo com o órgão, não há indícios de irregularidades nesses episódios.

Remessa à primeira instância

Apesar dos pedidos de arquivamento, a PGR recomendou que os demais fatos investigados – como suspeitas de fraude em processos de dispensa de licitação para compra de testes rápidos e indícios de sobrepreço em contratos de EPIs – sejam remetidos à Justiça Federal em Roraima. Para o órgão, não existe ligação direta entre esses fatos e o exercício atual do mandato que justifique a manutenção do foro no STF.

A manifestação solicita ainda novas diligências na primeira instância, incluindo extração de dados de celulares, novas oitivas e eventual quebra de sigilos bancário e fiscal de envolvidos.

Com informações de Gazeta do Povo

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