Julián Álvarez deixou o gramado do Estádio Wanda Metropolitano cabisbaixo e seguiu sozinho para o vestiário depois do empate entre Atlético de Madrid e Villarreal, na 1ª rodada do Campeonato Espanhol. A decisão de afastá-lo da tradicional saudação à torcida partiu do clube, conforme explicou o técnico Diego Simeone.
O treinador afirmou que a ordem para o jogador não se aproximar dos companheiros no momento de agradecer aos torcedores foi estabelecida pela própria diretoria, e não pelo atacante argentino. A medida ocorreu após Álvarez manifestar, durante a Copa do Mundo, o desejo de se transferir para o Barcelona.
Na partida contra o Villarreal, o atleta começou no banco e foi vaiado quando seu nome apareceu no telão durante o aquecimento. Aos 20 minutos do segundo tempo, ao ser chamado para entrar em campo, as manifestações de protesto se repetiram. Com atuação discreta, recebeu novas vaias a cada toque na bola e, ao fim do jogo, dirigiu-se diretamente aos vestiários.
Após a vitória da Argentina por 2 x 0 sobre a Áustria, na fase seguinte do Mundial, Álvarez declarou que sonha em vestir a camisa do Barcelona e considerou que uma transferência seria a melhor opção, acrescentando que já havia conversado com o Atlético sobre o assunto.
O contrato do atacante com o clube madrilenho vai até junho de 2030. Segundo a imprensa local, ele continua participando normalmente dos treinamentos, mas mantém pouco contato com Simeone e com o restante do elenco. Em coletiva anterior ao início do campeonato, o técnico evitou criar polêmica e disse que o jogador treina da melhor forma possível, demonstrando respeito aos companheiros.
Com informações de Metrópoles
