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Exército afirma ter entregue seis armas ligadas a Bolsonaro e diz não guardar outras duas

O Batalhão de Polícia do Exército de Brasília informou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que encaminhou seis das oito armas indicadas pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro à Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília.

No ofício datado de segunda-feira (6) e assinado pelo tenente-coronel Caio Vargas Lisbôa, a unidade militar declarou não possuir uma pistola Glock de uso restrito e uma espingarda de uso permitido, as duas peças restantes apontadas pelos advogados do ex-mandatário.

A manifestação atende a despacho expedido no mesmo dia por Moraes, que citou declaração da defesa segundo a qual Bolsonaro manteria apenas duas de suas dez armas registradas. A entrega do arsenal foi determinada na decisão que também manteve o ex-chefe do Executivo em prisão domiciliar.

Havia dúvida sobre a continuidade do benefício após a apreensão, pela Polícia Civil do Distrito Federal, de uma pistola Glock 9 mm com um sargento do Gabinete de Segurança Institucional responsável pela escolta do ex-presidente. Esse armamento integra a lista tratada no ofício.

A Procuradoria-Geral da República avaliou que o episódio não configurou falta grave, entendimento acolhido por Moraes. Mesmo assim, o ministro considerou a posse das armas incompatível com o regime imposto a Bolsonaro e revogou seu registro como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).

Moraes ainda aguarda posicionamento da Polícia Federal para confirmar se as duas armas que a defesa afirma já ter devolvido realmente estão sob custódia da corporação.

Segundo os advogados do ex-presidente, um fuzil Caracal calibre 5,56×45 mm e uma pistola Caracal calibre 9×19 mm permanecem na PF desde o início do processo. Outras seis peças – duas pistolas Taurus (.380 Auto e .40 S&W), um fuzil Springfield calibre 7,62×51 mm, uma espingarda Typhoon calibre 12, uma pistola Arex 9×19 mm e uma pistola SIG-Sauer 9×19 mm – teriam sido entregues pelo Exército à Superintendência em Brasília. A pistola Glock 9 mm ficou sob responsabilidade da Polícia Civil do Distrito Federal após a apreensão, enquanto o paradeiro de uma espingarda Maestro Arms calibre 12 continua indefinido.

Até a emissão do ofício, não havia manifestação da Polícia Federal sobre a localização das duas armas pendentes.

Com informações de Gazeta do Povo

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