O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL, afirmou neste domingo, 28/6, em Buenos Aires, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é antissemita e discrimina o povo judeu. A declaração ocorreu na abertura da Conferência de Presidentes da América Latina, organizada pela Fundação dos Aliados de Israel (IAF) e pela Amigos Americanos dos Acordos de Abraão (Afoia).
Durante o discurso, o parlamentar disse que Lula nutre ódio contra judeus e recordou que, em 2024, o chefe do Executivo brasileiro comparou a operação militar de Israel na Faixa de Gaza — que resultou em mais de 70 mil palestinos mortos — ao Holocausto promovido pelo regime nazista.
Flávio Bolsonaro também apresentou promessas de campanha. Ele declarou que, caso vença as eleições deste ano, transferirá a Embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém e, no primeiro dia de governo, receberá as credenciais do novo embaixador de Israel em Brasília. O senador elogiou a diplomacia israelense ao fazer esses compromissos.
As relações entre Brasil e Israel enfrentam tensão desde 2024, após o início da guerra em Gaza. Críticas de Lula à ofensiva israelense, incluindo a comparação com o Holocausto, levaram à retirada dos embaixadores dos dois países. Desde então, a representação brasileira em Tel Aviv permanece sob comando de um encarregado de negócios, e Israel designou Rasha Athamni para função equivalente em Brasília.
Na capital argentina, o pré-candidato disse ainda que o Brasil voltará a ser “irmão” da Argentina a partir de 2027, caso seja eleito. Ele manifestou otimismo em relação a uma vitória eleitoral, citou recentes triunfos de candidatos de direita no Peru e na Colômbia e mencionou a possibilidade de uma “onda azul” na América do Sul.
Flávio Bolsonaro afirmou também que pretende confirmar, em 2027, a adesão do Brasil aos Acordos de Isaac ao lado do presidente argentino Javier Milei e, possivelmente, do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os Acordos de Isaac são uma iniciativa diplomática patrocinada por Milei e pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu para aproximar Israel dos países latino-americanos.
Com informações de Metrópoles
