Integrantes do Supremo Tribunal Federal têm deixado de lado a possibilidade de assistir aos jogos da Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos. O motivo é o receio de serem impedidos de entrar no país ou nos estádios em razão de eventuais efeitos remanescentes da Lei Magnitsky.
Não há confirmação sobre a continuidade total ou parcial das sanções impostas pelo governo de Donald Trump. No ano passado, Washington aplicou penalidades ao ministro Alexandre de Moraes com base na legislação e restringiu concessão de vistos a diversas autoridades brasileiras. Segundo pessoas ligadas ao Supremo, somente Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques não teriam sido alcançados.
Em dezembro, os Estados Unidos revogaram a sanção contra Moraes poucos dias depois de um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ainda assim, a situação dos vistos permanece incerta, e nenhum magistrado quer arriscar constrangimentos na imigração norte-americana.
O ministro Luís Roberto Barroso deixou o tribunal após concluir a Presidência em outubro, quando a Magnitsky ainda vigorava. Na ocasião, declarou à CNN Brasil considerar a restrição de vistos desagradável e injusta, embora reconhecesse tratar-se de prerrogativa discricionária de cada país.
A Copa do Mundo de 2026 será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México, mas a seleção brasileira jogará somente em território norte-americano na fase de grupos. O governo dos EUA também limitou os deslocamentos da equipe do Irã dentro do país em meio ao conflito no Oriente Médio, provocando reclamação dos iranianos à Fifa.
Com informações de Metrópoles
