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União Europeia retira Brasil de lista de países habilitados a exportar carne

A Comissão Europeia publicou nesta sexta-feira (5) regulamento que exclui o Brasil da relação de nações autorizadas a enviar determinados produtos de origem animal ao bloco. A decisão poderá suspender as vendas brasileiras de carne para o mercado europeu a partir de 3 de setembro deste ano.

O documento afirma que as autoridades brasileiras não forneceram informações consideradas suficientes para demonstrar atendimento às regras da União Europeia sobre o uso de antimicrobianos na produção animal. Com a alteração, o país deixa de poder comercializar com o bloco carne bovina, carne de frango, carne equina, pescado, mel e tripas. A lista anterior, em vigor desde 2024, incluía o Brasil entre os exportadores habilitados.

Argentina, Paraguai e Uruguai permanecem autorizados a vender os mesmos produtos aos europeus. Em comunicado feito no início de maio, a porta-voz para a Saúde da Comissão Europeia, Eva Hrncirova, indicou que o Brasil poderá retornar ao rol de fornecedores quando comprovar cumprimento integral das exigências.

A legislação europeia veta o emprego de antimicrobianos utilizados como promotores de crescimento animal, entre eles virginiamicina, avoparcina, bacitracina, tilosina, espiramicina e avilamicina. Em abril, o Ministério da Agricultura brasileiro publicou portaria proibindo a importação, fabricação, comercialização e uso de parte dessas substâncias, incluindo avoparcina e virginiamicina.

Dados do Ministério da Agricultura mostram que a União Europeia é o terceiro maior destino da carne bovina brasileira em valor, atrás de China e Estados Unidos. Considerando todas as carnes, o bloco ocupa a segunda posição, ficando atrás apenas do mercado chinês. No ano passado, o Brasil exportou 128,9 mil toneladas de carne bovina para a região, volume recorde que representou alta de 132% sobre 2024 e gerou receita de US$ 1,06 bilhão.

Quando a medida foi anunciada pela primeira vez, o governo brasileiro declarou ter sido surpreendido e informou que buscaria solução negociada. O Ministério das Relações Exteriores não respondeu aos questionamentos até a publicação da reportagem.

Com informações de Gazeta do Povo

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