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Artigo descreve Flávio Bolsonaro como encarregado de preservar a marca política da família

Coluna publicada no Blog do Noblat relata que, a menos de nova reviravolta, o segundo turno das eleições presidenciais de outubro deverá opor o senador Flávio Bolsonaro ao presidente Lula. O texto lembra que, em 2018, o jornal O Estado de S. Paulo classificou como “difícil” a escolha entre Jair Bolsonaro, apoiado por militares, e Fernando Haddad, candidato do PT enquanto Lula estava preso em Curitiba.

De acordo com a análise, Flávio Bolsonaro estaria “em baixa” desde o episódio em que teria “oferecido o Brasil de bandeja” ao ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump. A mesma coluna indica que Lula se encontra “em alta” após a decisão de Trump de impor uma nova rodada de tarifas alfandegárias ao Brasil. O texto acrescenta que Flávio enfrenta desgaste pela revelação de proximidade com Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, apontado como protagonista do “maior escândalo financeiro da história do Brasil”.

Segundo o articulista, Lula teria conseguido escolher seu adversário preferido, repetindo estratégia usada em 2022 ao derrotar Jair Bolsonaro na disputa “mais apertada” desde o fim da ditadura de 1964. Pesquisas citadas pelo colunista demonstrariam que parte expressiva do eleitorado desejaria alternativas, mas nomes como Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos não apresentariam sinais de viabilidade para superar Flávio Bolsonaro.

O artigo sustenta que Flávio não seria candidato por mérito próprio, mas pela influência do pai, a quem o texto atribui a criação de uma “direita sem vergonha de se autodeclarar direita”. Recorda ainda que o senador foi eleito quatro vezes deputado estadual no Rio de Janeiro e chegou ao Senado na esteira da campanha presidencial do pai, processo semelhante ao vivido pelos irmãos.

A publicação descreve Flávio como o filho “mais vocacionado para fazer negócios e enriquecer” e afirma que ele teria “pouco a perder” em caso de derrota para Lula. Na visão apresentada, Jair Bolsonaro lhe atribuiu a missão de guardar parcela significativa dos votos da direita para evitar que outro político se aproprie desse capital eleitoral. O texto conclui que a “grife Bolsonaro” não pode desaparecer porque gera ganhos financeiros à família, cuja ligação com esse objetivo remontaria ao período conhecido como das “rachadinhas”.

Com informações de Metrópoles

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