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Placas de circuito de sistemas de IA entram no centro de preocupação de segurança nos EUA

Autoridades e companhias norte-americanas passaram a direcionar a atenção para as placas de circuito impresso (PCIs) que sustentam os chips usados em aplicações de inteligência artificial. De acordo com informações divulgadas pela CNBC, o componente — indispensável para a integração de circuitos — é visto como possível ponto de vulnerabilidade à segurança nacional dos Estados Unidos, já que dispositivos maliciosos podem ser inseridos de forma discreta durante a fabricação.

A preocupação aumenta porque grande parte da produção global dessas placas está concentrada na China. A Associação de Placas de Circuito Impresso da América (PCBAA) informa que, nas décadas passadas, os EUA respondiam por cerca de 30% da oferta mundial; atualmente, essa participação caiu para 4%. O diretor executivo da entidade, David Schild, considera essa dependência um risco estratégico.

O Departamento de Defesa dos EUA avalia que eventuais sabotagens poderiam atingir equipamentos sensíveis. O secretário adjunto de guerra para política de base industrial, Mike Cadenazzi, afirmou à CNBC que chips, substratos e PCIs oferecem múltiplas rotas de ataque a agentes hostis. Segundo ele, um código ativado no momento crítico poderia fazer a placa interromper, por exemplo, a orientação de uma munição em operação.

Especialistas destacam que os riscos incluem a inserção de componentes ocultos, desvio de dados sensíveis, redução deliberada de desempenho, paralisação de sistemas militares e a forte dependência da cadeia chinesa.

Com a demanda por IA em expansão, fabricantes norte-americanos buscam ampliar a produção interna. A TTM Technologies anunciou novas unidades nos estados de Nova York e Wisconsin, embora ainda mantenha sete fábricas na Ásia — a maior delas na China. A Sanmina, outra empresa relevante no setor, segue estratégia semelhante.

O cenário pressiona os preços. Relatório do Goldman Sachs citado pela Reuters indica alta de até 40% nos valores das PCIs entre março e abril. A própria TTM já aplicou reajustes que variam de 5% a 25%. Conflitos no Oriente Médio e tensões envolvendo o Irã também afetaram o fornecimento de matérias-primas como cobre e resina, aprofundando o impacto sobre custos.

No Congresso dos EUA, projetos de lei propõem incentivo fiscal de 25% para companhias que utilizarem placas fabricadas no país, além de subsídios bilionários destinados a expandir a produção doméstica. O diretor-presidente da TTM, Edwin Roks, declarou que, diante dos riscos da dependência atual, a fabricação precisa ocorrer nos Estados Unidos e, em seguida, na Europa.

Com informações de Olhar Digital

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