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Estudo reproduz em laboratório transição que pode levar a um fim súbito do Universo

Um artigo publicado recentemente na revista Physical Review Letters apresenta um experimento que investiga o decaimento do falso vácuo, cenário no qual o Universo poderia mudar de estado de forma repentina e definitiva. A hipótese sugere que o cosmos não estaria em seu ponto de menor energia e, diante de uma perturbação ou mesmo de forma espontânea, saltaria para um estado mais estável, criando bolhas que se expandiriam à velocidade da luz e alterariam as leis físicas locais sem aviso prévio.

Modelos tradicionais para o destino do Universo, como a expansão contínua que levaria à morte térmica ou o colapso total no chamado Big Crunch, dependem de processos que se estendem por bilhões de anos. Já o falso vácuo decorre de princípios da mecânica quântica e lida com estados de energia metaestáveis que podem parecer permanentes, mas não são os mais estáveis disponíveis.

No experimento descrito, pesquisadores utilizaram átomos altamente excitados, conhecidos como átomos de Rydberg, cujos elétrons orbitam a grandes distâncias do núcleo. Essa característica permite observar interações quânticas com maior clareza. Os cientistas dispuseram esses átomos em um anel com spins alternados para formar um estado considerado estável. Após essa montagem inicial, aplicaram um laser que forneceu energia extra e alinhou os spins, simulando um falso vácuo. O retorno ao arranjo original, equivalente ao decaimento, foi monitorado e revelou que a taxa desse processo varia conforme a intensidade do laser.

Os autores destacam que não existem indícios de que o Universo esteja atualmente em um falso vácuo e, por isso, não veem o fenômeno como ameaça concreta. O objetivo principal do estudo foi compreender em detalhes como as transições quânticas entre estados ocorrem, usando átomos de Rydberg como plataforma de teste. Os resultados abrem caminho para investigações mais complexas sobre fenômenos fundamentais da física.

Com informações de Olhar Digital

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