A Prefeitura de Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, informou nesta quinta-feira (8/10) que mais 12 ocorrências de escabiose foram registradas nas últimas 24 horas, elevando para 253 o número total de notificações no município. Todas as pessoas afetadas foram encaminhadas às unidades da rede municipal de saúde para avaliação e início do tratamento indicado.
O boletim epidemiológico atualizado ao meio-dia aponta 178 casos confirmados e 75 ainda sob investigação. A administração municipal ressalta que o tratamento deve ser seguido corretamente e, quando necessário, realizado simultaneamente pelo paciente e por quem manteve contato próximo.
A análise territorial mostra a Regional Norte como a área com maior concentração de ocorrências, somando 91 registros, o equivalente a 36% do total. Na sequência aparecem as regionais Leste (19%), Sul (11,9%), Nordeste (6,3%) e Centro-Oeste (5,1%). Outros 55 casos, ou 21,7%, não tiveram a origem regional identificada.
Na semana passada, a Escola Municipal Mércia Margarida Lacerda, situada no bairro Moradas da Lapinha, suspendeu as aulas em 1º e 2 de outubro após confirmar 21 casos entre estudantes e uma professora. O primeiro diagnóstico havia ocorrido em 18 de setembro. Diante do aumento dos registros, a prefeitura ampliou as medidas de controle e, na quarta-feira (7/10), interrompeu as atividades em toda a rede municipal de ensino para permitir ações de limpeza e combate à doença.
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) comunica que, além de Lagoa Santa, outros seis surtos de sarna foram identificados em 2026 nos municípios de Andradas, Itapecerica, Lavras, Joaquim Felício, Coronel Xavier Chaves e Alfenas. Como a escabiose não é de notificação obrigatória, o órgão afirma não haver levantamento completo de casos no estado, mas informa que acompanha as ocorrências e oferece suporte às cidades.
A escabiose, popularmente chamada de sarna, é provocada por um ácaro que causa coceira intensa e lesões na pele. A transmissão se dá principalmente por contato direto e prolongado com pessoas infectadas ou pelo compartilhamento de roupas, toalhas e lençóis. A prefeitura orienta a população a não dividir esses objetos, lavar peças usadas por doentes – preferencialmente em água quente – manter em sacos plásticos fechados por sete dias itens que não possam ser lavados, evitar contato prolongado com pessoas contaminadas até o fim do tratamento e procurar atendimento médico ao surgirem sintomas. O município destaca que a coceira pode persistir por semanas mesmo após o término da medicação.
Com informações de Metrópoles
