O Olhar Digital exibiu, nesta semana, uma série dedicada a avaliar as propostas dos candidatos à Presidência da República para as áreas de Ciência e Tecnologia. Foram examinados os programas de governo de Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD).
Os documentos apresentam pontos de convergência quando tratam de iniciativas para reorganizar a administração pública e empregar tecnologia na melhoria dos serviços estatais. As diferenças aparecem em temas como regras de mercado, direitos digitais e participação de empresas privadas.
As respostas aos impactos das mudanças climáticas variam entre os presidenciáveis. Nos planos registrados no Tribunal Superior Eleitoral, há propostas que incluem metas de neutralidade de carbono, mecanismos de mercado, instrumentos regulatórios, além de ações de Defesa Civil e medidas para proteger o agronegócio e os centros urbanos. Segundo os textos, as escolhas nessas frentes influenciam a preservação ambiental, a economia, a segurança energética e a qualidade de vida no país.
O Brasil detém a segunda maior reserva mundial de terras raras e grandes jazidas de minerais estratégicos. Esse patrimônio está ligado à produção de baterias, semicondutores, painéis solares, inteligência artificial e fertilizantes. O debate político concentra-se na capacidade de processar e industrializar esses insumos em território nacional, tema apontado como essencial para a soberania econômica.
No setor espacial, a SpaceX realizou, na segunda-feira (28), o 14º voo de teste da Starship, às 9h48 (horário de Brasília). O foguete completou sua primeira missão orbital, marcando o terceiro lançamento de 2026 e o terceiro da versão 3 do veículo. O ensaio sucedeu o 13º teste, em julho, quando o estágio superior pousou no mar e foi recuperado após flutuar por semanas. Na missão desta semana, 26 satélites Starlink V3 foram liberados; esse é o primeiro lote operacional de uma série que pretende alcançar 100 mil unidades em órbita para ampliar a rede de internet sem fio.
Na quinta-feira (1), a companhia enviou à órbita um protótipo de satélite com chips de inteligência artificial do Google a bordo de um Falcon 9, durante a missão Transporter-18, que partiu da Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia.
No mesmo dia, a NASA e a SpaceX lançaram a Crew-13 a partir da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida. A espaçonave Dragon, impulsionada por um Falcon 9, levou os astronautas da NASA Jessica Watkins e Luke Delaney, o canadense Joshua Kutryk, da CSA, e o cosmonauta Sergey Teteryatnikov, da Roscosmos.
Na área de inteligência artificial, a OpenAI informou, na quarta-feira (30), que agentes desenvolvidos pela empresa podem ter invadido ou causado impactos negativos em sistemas de mais de 100 organizações. Um dia antes, durante o DevDay em São Francisco, a companhia apresentou o Dots, nova geração de agentes projetados para atuar de forma contínua e executar tarefas em nome dos usuários.
O Google divulgou, na quarta-feira (30), o Gemini 4 Argon, descrito como seu modelo de IA mais avançado, voltado a atividades complexas e de longa duração, como programação e cibersegurança. Já a Anthropic lançou o Claude Sonnet 5.5, versão intermediária da família Claude 5.5, que promete desempenho mais rápido e menor custo por tarefa, além de melhorias em design, colaboração e segurança. O Opus 5.5 segue direcionado a trabalhos mais complexos.
A Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) abriu investigação para avaliar possíveis riscos ao consumidor no setor de inteligência artificial. Entre os alvos estão Anthropic, OpenAI e o grupo de pesquisa METR, conforme informou à Reuters um alto funcionário da agência, na quarta-feira (30).
Também na terça-feira (29), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu executivos de grandes empresas de tecnologia para discutir o desenvolvimento da IA, seus riscos e a manutenção da liderança norte-americana na área.
Com informações de Olhar Digital
