','

'); } ?>

Marqueteiro diz que veto a púlpito vazio favoreceu Flávio Bolsonaro

O publicitário Paulo Vasconcelos, responsável pela campanha de Douglas Ruas (PL) ao governo do Rio de Janeiro, afirmou em 7 de outubro de 2026 que a determinação da ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Estela Aranha, que impediu a exibição de um púlpito vazio destinado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no debate presidencial da TV Globo, interferiu no resultado eleitoral e acabou beneficiando o candidato Flávio Bolsonaro (PL).

Estela Aranha chegou ao TSE por indicação de Lula, após ter integrado o governo federal. Segundo Vasconcelos, a emissora cancelou o debate ao alegar insegurança jurídica após a decisão, o que, na avaliação do marqueteiro, repercutiu negativamente para o petista em meio a um ambiente de descontentamento com o Judiciário.

Para o publicitário, a medida provocou efeito similar ao episódio de 2022 envolvendo a ex-deputada Carla Zambelli (PL), que perseguiu um eleitor armada na véspera do segundo turno daquele ano. Ele atribuiu à “canetada” de Aranha capacidade de mobilizar eleitores que estariam indiferentes, comparando-a ao impacto do caso Zambelli sobre a candidatura do então presidente Jair Bolsonaro.

Vasconcelos citou alguns resultados que, em sua opinião, teriam sido influenciados pela controvérsia no primeiro turno de 2026, como as eleições de Cleitinho em Minas Gerais e de Sergio Moro no Paraná, além da liderança de Douglas Ruas no Rio de Janeiro. Ruas avançou para o segundo turno contra Eduardo Paes (PSD), embora a apuração ainda dependa de decisão judicial sobre os votos de Anthony Garotinho.

O marqueteiro também declarou que o Supremo Tribunal Federal “assumiu” o caso Master após revelações sobre ligações entre ministros e o banqueiro Daniel Vorcaro, ao passo que o envolvimento de outros políticos teria recebido menor atenção.

Na votação nacional, Flávio Bolsonaro alcançou 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula somou 45,16%. Desde a redemocratização, todos os candidatos que lideraram o primeiro turno terminaram eleitos no segundo. Embora considere o cenário adverso para o petista, Vasconcelos avaliou que a situação não é definitiva, mas exigiria autocrítica da campanha.

Ele apontou o impulsionamento pago em redes sociais como estratégia mais eficaz para atingir segmentos específicos, citando mães de crianças autistas como exemplo. Segundo o publicitário, o alcance orgânico nesses canais se restringe a eleitores já convencidos, e a proliferação de informações falsas de diferentes lados afastou o eleitorado do debate político.

Com informações de Gazeta do Povo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *