A 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC) da Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na quinta-feira (14), a Operação Tigre de Areia, que desarticulou um grupo suspeito de exploração ilegal de jogos de azar, lavagem de dinheiro e associação criminosa em Palmas.
O inquérito aponta que o esquema movimentou mais de R$ 20 milhões em aproximadamente um ano, quantia considerada incompatível com a renda declarada pelos investigados.
Segundo as apurações, a principal suspeita é uma influenciadora digital com renda mensal inferior a R$ 4 mil. A mãe dela, registrada como faxineira e com salário pouco acima de R$ 3 mil, teria movimentado R$ 9 milhões no mesmo período.
De acordo com o delegado-chefe da 1ª DEIC, Wanderson Chaves de Queiroz, o grupo utilizava redes sociais para divulgar plataformas de apostas e sorteios sem autorização legal e recorria a empresas de fachada e contas de terceiros para ocultar a origem dos valores.
A investigação também identificou a prática de pulverização de valores, que consiste em transferências fracionadas para diversas contas, inclusive de instituições religiosas, com o objetivo de dificultar o rastreamento financeiro.
Com informações de Atitude Tocantins
