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MPTO denuncia influenciadora e outros oito suspeitos por esquema de jogos de azar e lavagem de dinheiro em Palmas

O Ministério Público do Tocantins, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), apresentou denúncia à Justiça contra nove pessoas acusadas de integrar uma organização criminosa voltada à exploração de jogos de azar, fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. A investigação indica que o grupo, em atividade desde 2023, operava a partir de Palmas e mantinha ramificações em outros estados, movimentando mais de R$ 20,4 milhões com a divulgação de plataformas clandestinas, entre elas o chamado Jogo do Tigrinho.

De acordo com o Gaeco, a liderança do esquema era exercida por uma manicure e influenciadora digital que utilizava perfis em redes sociais para promover sites de apostas não autorizadas e sortear prêmios comerciais sem o aval do Ministério da Fazenda. A denúncia relata divisão de tarefas entre os envolvidos para atrair vítimas, processar valores obtidos e ocultar patrimônio.

O Ministério Público registrou casos de estelionato eletrônico. Em um dos episódios apurados, uma seguidora perdeu R$ 68 mil após acessar links de apostas divulgados pela investigada. Análises fiscais e bancárias apontaram movimentação superior a R$ 20 milhões nas contas ligadas aos suspeitos, dos quais cerca de R$ 13,5 milhões foram creditados nas contas da principal denunciada entre junho de 2023 e maio de 2024.

Conforme a apuração, a lavagem de dinheiro era realizada por meio de transferências fracionadas, uso de contas de familiares, empresas intermediadoras de pagamento e constituição de pessoa jurídica destinada a conferir aparente legalidade aos valores. Parte dos recursos foi aplicada na compra de veículos.

A influenciadora foi denunciada pelos crimes de organização criminosa com agravante de liderança, lavagem de dinheiro, estelionato mediante fraude eletrônica, exploração de jogos de azar e promoção de loterias sem autorização legal. Os outros oito investigados, entre eles familiares e colaboradores responsáveis pelo suporte financeiro, responderão por organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O Ministério Público requereu a manutenção das constrições patrimoniais já decretadas, a perda definitiva dos bens ilícitos em caso de condenação e a comunicação à Receita Federal e à Secretaria de Prêmios e Apostas para adoção das medidas administrativas e tributárias pertinentes.

O órgão acrescenta que a proliferação de apostas online não regulamentadas expõe parcelas da população a promessas de ganhos fáceis, comprometendo orçamentos familiares, fomentando circuitos de lavagem de capitais e provocando quadros de dependência comportamental, ansiedade e endividamento crônico.

Com informações de Atitude Tocantins

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