Caracas (Venezuela) – O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, afirmou neste sábado (3/1) que forças dos Estados Unidos bombardearam áreas civis de Caracas e capturaram o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores.
Em vídeo divulgado pelas redes sociais, Padrino classificou a ação como “operação deplorável e criminosa de mudança de regime” e convocou população e militares a formarem “muralha de resistência indestrutível”. “Eles nos atacaram, mas não nos vencerão. Nossa vocação é a paz, mas nossa herança é a luta pela liberdade”, declarou.
Contagem de vítimas
Segundo o ministro, autoridades trabalham para estimar o número de mortos e feridos provocados por ataques de helicópteros em zonas urbanas da capital. Ele descreveu a ofensiva como “a maior afronta já sofrida” pelo país.
Escalada de tensão
O episódio ocorre após meses de deterioração nas relações entre Washington e Caracas. Desde meados de 2024, os EUA mobilizaram fuzileiros navais, navios de guerra, o porta-aviões USS Gerald R. Ford, um submarino nuclear e caças F-35 para o Caribe e o Pacífico na operação “Lança do Sul”, que o governo norte-americano justifica como parte do combate ao tráfico de drogas.
Mais de 20 embarcações já foram bombardeadas durante a ofensiva, que coloca Maduro como alvo central das acusações dos EUA. Washington classifica o presidente venezuelano como líder do Cartel de los Soles, rotulado recentemente como organização terrorista internacional.
Imagem: Internet
Diálogo frustrado
Em 1º de janeiro, Maduro disse estar disposto a negociar com o presidente dos EUA, Donald Trump, lembrando conversa “agradável” realizada em novembro de 2024. Dois dias depois, porém, Trump confirmou na rede social Truth Social a captura do líder venezuelano, aumentando a pressão militar sobre o país vizinho.
Com informações de Metrópoles
