A Força Naval da Guarda Revolucionária do Irã informou na manhã de quarta-feira (22/4) que abordou duas embarcações que atravessavam o Estreito de Ormuz. Segundo comunicado da corporação, os navios Epaminondas e MSC-Francesca foram conduzidos para águas territoriais iranianas a fim de passar por inspeção de carga e verificação de documentos.
O regime classificou as duas embarcações como infratoras, alegando que manipularam sistemas de navegação e colocaram em risco a segurança da rota marítima. De acordo com Teerã, o MSC-Francesca mantém ligação com Israel. A nota oficial acrescentou que qualquer tentativa de dificultar a aplicação das leis iranianas na passagem será monitorada e enfrentada com firmeza.
A apreensão ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a prorrogação de um cessar-fogo entre Washington e Teerã no Oriente Médio.
Dados do serviço Vessel Finder indicam que o Epaminondas, destinado ao transporte de contêineres, opera sob bandeira da Libéria. O MSC-Francesca, também porta-contêineres, navega com bandeira do Panamá.
Informações da BBC News apontam que uma terceira embarcação teria sido atacada na mesma região. A Unidade de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) relatou ter recebido registros de disparos contra um navio cargueiro que transitava pelo estreito. Até o momento, não foram divulgados a origem e a identificação dessa embarcação, nem houve posicionamento iraniano sobre o episódio.
Responsável pelo escoamento de cerca de 20% do petróleo mundial, o Estreito de Ormuz permanece em tensão devido à falta de consenso entre Estados Unidos e Irã quanto a um cessar-fogo para o conflito no Oriente Médio. Desde 28 de fevereiro, quando as hostilidades na região aumentaram, o Irã reforçou a vigilância no corredor marítimo. Nas últimas semanas, os EUA deslocaram forças navais para o local com o objetivo declarado de limitar o controle iraniano sobre a rota que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã.
Com informações de Metrópoles
