A Paramount e a Warner Bros. Discovery concluíram nesta terça-feira (6) a fusão que resultou na criação da Skydance, conglomerado que passa a reunir dois grandes estúdios de cinema, dezenas de canais de televisão, serviços de streaming e operações jornalísticas. O primeiro comunicado interno da nova companhia informou que a integração das estruturas deverá provocar demissões.
No memorando intitulado “Day 1”, o presidente e CEO David Ellison e o co-CEO Ynon Kreiz afirmaram que o processo exigirá “decisões difíceis” que afetarão a força de trabalho. A administração não detalhou o número de dispensas, mas um relatório do condado de Los Angeles, citado pela Variety, estima a eliminação de cerca de 4,5 mil vagas nos setores de cinema e televisão da região ao longo de três anos.
A expectativa apontada pelo mesmo documento é de que a primeira onda de cortes ocorra antes do fim de 2026, com novas rodadas a partir de 2027. Fontes do setor acreditam que a redução poderá se estender a outras áreas, embora o total de postos a serem encerrados pela Skydance ainda não tenha sido divulgado.
Os desligamentos fazem parte do esforço de contenção de despesas da nova empresa. A Paramount definiu a meta de economizar mais de US$ 6 bilhões (aproximadamente R$ 32 bilhões) por ano em um prazo de três anos, e parte desse valor deverá vir da diminuição do quadro de pessoal.
Ellison e Kreiz relataram que o objetivo da integração é agrupar recursos, marcas e talentos para criar uma organização de mídia e entretenimento com maior escala, destacando que o plano vai além da simples soma de estruturas: pretende formar uma única companhia.
Com quase US$ 70 bilhões em receita anual e cerca de US$ 80 bilhões em dívidas, a Skydance inicia suas operações após um processo marcado por disputas e obstáculos legais. Além de equalizar as equipes, a administração terá de manter a capacidade de produção e cumprir as metas financeiras.
A sobreposição de funções entre Paramount e Warner Bros. Discovery é apontada como um dos principais motivos para os cortes. Mesmo reconhecendo o impacto sobre os funcionários, a liderança descreveu a fusão como uma oportunidade de construir um grupo mais competitivo, enquanto milhares de trabalhadores aguardam a definição de quem permanecerá na empresa.
Com informações de Olhar Digital
