Um depoimento gravado da ex-diretora de tecnologia da OpenAI, Mira Murati, foi apresentado na quarta-feira (06) a um tribunal federal em Oakland, Califórnia, na segunda semana do julgamento da ação movida por Elon Musk contra a empresa e a Microsoft. No processo, Musk requer US$ 150 bilhões (aproximadamente R$ 739 bilhões) e alega que a startup abandonou objetivos beneficentes para se tornar indevidamente uma companhia com fins lucrativos.
Murati declarou que o diretor-executivo, Sam Altman, gerou caos e desconfiança entre os principais executivos da desenvolvedora do ChatGPT. Segundo a ex-CTO, Altman costumava dizer uma coisa a determinada pessoa e o oposto a outra, além de agir de forma enganosa, colocando líderes uns contra os outros e comprometendo sua atuação na liderança técnica da organização.
A ex-executiva afirmou que a OpenAI chegou a enfrentar risco “catastrófico” de colapso e disse temer que a empresa “explodisse completamente” após a demissão temporária de Altman, ocorrida em novembro de 2023. Apesar das críticas, ela pressionou o conselho por uma justificativa para a destituição e defendeu a permanência do CEO como medida necessária para a sobrevivência da companhia.
Também ouvido no processo, a ex-conselheira Shivon Zilis relatou que o conselho demonstrou preocupação extrema quando o ChatGPT foi lançado sem aviso prévio aos integrantes. Zilis, atualmente na Neuralink, afirmou que outra pessoa já havia questionado o comportamento de Altman em diversas ocasiões nos bastidores da OpenAI.
Com informações de Olhar Digital
