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Edinho Silva reconhece impacto de crise no STF na campanha de Lula

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, reconheceu nesta sexta-feira, 18/09/2026, que o conflito institucional no Supremo Tribunal Federal (STF) provocou desgaste na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista à GloboNews, o dirigente afirmou que a crise, deflagrada nas últimas duas semanas, atinge diretamente o governo e pode influenciar o ambiente eleitoral às vésperas da votação.

A tensão no STF ganhou força depois de o ministro André Mendonça retirar o sigilo de uma investigação da Polícia Federal relacionada ao caso Master. O inquérito divulgou supostas mensagens trocadas entre o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Desde então, Mendonça passou a sofrer críticas de magistrados alinhados ao governo.

Edinho disse que o PT vinha de um cenário eleitoral considerado favorável antes do episódio. Segundo ele, parte do eleitorado não distingue claramente as funções dos Três Poderes e, por isso, associa os efeitos da crise ao Executivo, o que penalizaria quem ocupa o cargo de governante.

O dirigente acrescentou que Lula reage ao episódio com medidas que já defendia, como a reforma do Judiciário e a responsabilização de envolvidos em irregularidades. Entre as mudanças citadas por Edinho estão a fixação de idade mínima para integrantes das cortes superiores, a criação de mandatos para ministros, além de maior participação da sociedade civil no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Ele afirmou não ver relação direta entre o desgaste do STF e o fato de seis dos dez ministros atuais terem sido indicados por governos do PT — quatro por Lula e dois pela ex-presidente Dilma Rousseff. Para Edinho, vincular os problemas da Corte a essas nomeações seria, nas palavras dele, “forçar demais a mão”.

Na avaliação do presidente do PT, a estratégia eleitoral deverá apresentar Lula como porta-voz de uma agenda de mudanças que inclui alterações no Judiciário e no sistema político-eleitoral. Edinho declarou que o partido defenderá a necessidade de reformar o modelo vigente, que, segundo ele, não atende aos anseios da sociedade.

Com informações de Gazeta do Povo

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