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Dólar fecha a R$ 5,40 e Ibovespa se aproxima de 162 mil pontos após ofensiva dos EUA na Venezuela

Na primeira sessão do mercado financeiro depois dos ataques norte-americanos à Venezuela, o dólar recuou e a Bolsa brasileira avançou. O movimento ocorreu nesta segunda-feira, 5 de janeiro, enquanto investidores monitoravam os desdobramentos políticos e o impacto sobre o petróleo.

Câmbio

A moeda dos Estados Unidos encerrou o dia em queda de 0,34%, vendida a R$ 5,405. Ao longo do pregão, marcou máxima de R$ 5,454 e mínima de R$ 5,395. Na última sexta-feira (2/1), havia recuado 1,18%, cotada a R$ 5,42. No acumulado de 2026, ainda soma alta de 0,84%.

Bolsa

O Ibovespa avançou 0,83% e fechou aos 161,8 mil pontos, mesmo com queda de 1,7% nas ações da Petrobras no fim da tarde. Na sessão anterior, o índice havia caído 0,36%, aos 160,5 mil pontos. No ano, o ganho é de 0,47%.

Contexto político

O mercado repercutiu a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, levado aos Estados Unidos depois de operação militar na madrugada de sábado (3/1). Em audiência de instrução em Manhattan, Maduro declarou-se inocente, classificou-se como “presidente sequestrado” e demonstrou interesse em assistência consular. A esposa, Cilia Flores, também se disse inocente. O juiz Alvin K. Hellerstein manteve o casal sob custódia.

Em Nova York, o Conselho de Segurança da ONU discutiu a operação. O embaixador brasileiro, Sérgio Danese, qualificou a ação dos EUA como afronta à soberania venezuelana. Representantes de Venezuela e Estados Unidos trocaram acusações: Caracas falou em sequestro e violação da Carta da ONU; Washington alegou tratar-se de ação policial contra um “narcotraficante”.

Petróleo

Após abrir em baixa, o preço do petróleo oscilou perto da estabilidade e firmou leve alta. Às 16h20, o barril do tipo WTI subia 1,7%, a US$ 58,30; o Brent avançava 1,65%, a US$ 61,75. As ações de grandes petrolíferas acompanharam: Chevron (+5,7%), Exxon Mobil (+2,4%) e ConocoPhillips (+3,7%).

Ativos de proteção

O bitcoin superou US$ 93 mil pela primeira vez em quase um mês e, no fim da tarde, ganhava mais de 3,5%, sendo negociado a US$ 94,3 mil, impulsionado pela busca de segurança em meio à incerteza geopolítica.

Mercados externos

Principais índices acionários também subiram. Nos Estados Unidos, às 16h30 (horário de Brasília), o Dow Jones avançava 1,63%, o S&P 500 ganhava 0,74% e o Nasdaq, 0,69%. Na Europa, o Stoxx 600 fechou em alta de 0,94%, aos 601,76 pontos, novo recorde. Frankfurt (DAX) subiu 1,34%; Paris (CAC 40), 0,2%; Londres (FTSE 100) alcançou pela primeira vez 10 mil pontos, com alta de 0,54%; Madri (Ibex 35) avançou 0,7%.

Para analistas, o recuo do dólar ao longo do dia foi reforçado por dados fracos da atividade industrial nos EUA e pelo bom desempenho das commodities, enquanto a Bolsa brasileira acompanhou o sentimento positivo externo.

Com informações de Metrópoles

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